No último debate, McCain tenta reverter vantagem de Obama

Atrás nas pesquisas, republicano terá último encontro cara a cara com o democrata antes das eleições

15 de outubro de 2008 | 08h48

O democrata Barack Obama e o republicano John McCain fazem na noite desta quarta-feira, 15, o último e decisivo debate da corrida à Casa Branca. Atrás nas pesquisas, McCain precisa de uma atuação convincente para virar o jogo. Segundo pesquisas de opinião feitas com eleitores indecisos, ele foi derrotado por Obama nos dois primeiros debates. Veja também: Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   A cronologia da crise financeira  Cobertura completa das eleições nos EUA Conheça os pacotes de Obama e McCain para a crise   O debate acontece na Universidade de Hofstra, em Hampstead, Nova York, às 22h (horário de Brasília) e terá acompanhamento on line do estadao.com.br. O formato será diferente do último encontro, no qual ambos andaram em um palco. Desta vez, os rivais ficarão sentados, frente a frente. O moderador será o jornalista Bob Schieffer, âncora do 'Face the Nation', da rede CBS.Uma pesquisa publicada hoje pelo instituto Zogby, encomendada pela Reuters e pelo canal de TV C-SPAN, coloca o democrata com 48% das intenções de voto, quatro pontos à frente do republicano, com 44%,uma vantagem dentro da margem de erro de 2,9 pontos percentuais. Obama caiu dois pontos em relação ao último levantamento.Uma outra pesquisa divulgada ontem, encomendada pelo jornal 'the New Tork Times' e pela rede de televisão CBS, dá 14 pontos de vantagem ao democrata. Na sondagem, o democrata aparece com 53% das intenções de voto, contra 39% do republicano. Após várias semanas de ataques pesados da campanha de McCain contra Obama, a pesquisa indica que seis em cada dez entrevistados acreditam que McCain passa mais tempo atacando o democrata do que apresentando suas propostas. Uma mesma margem de eleitores disse acreditar que Obama passa mais tempo expondo seus projetos do que atacando o rival, aponta o New York Times.   A vantagem do democrata nas pesquisas de opinião começou a se consolidar com o agravamento da crise financeira mundial. Ele tomou a dianteira nas sondagens nacionais e na maior parte dos Estados cruciais para a disputa no colégio eleitoral.   O tema econômico será o tema principal no debate desta noite. Nesta semana, ambos os candidatos apresentaram planos para a crise. O de McCain custará US$ 52,5 bilhões e envolve corte de impostos e saques de contas de fundos de pensão. Obama propôs um pacote de US$ 60 bilhões, com medidas entre as quais se destacam moratória de hipotecas e crédito de impostos para empresas.Ataques pessoaisNas últimas semanas, McCain tem apostado em ataques pessoais contra o democrata, principalmente em anúncios na TV e em discursos de sua candidata a vice, a governadora do Alasca Sarah Palin. A campanha republicana tenta ligar Obama ao radical Bill Ayers, fundador de um violento grupo radical nos EUA durante a guerra do Vietnã. O democrata tinha apenas sete anos na época, mas chegou a trabalhar com Ayers em grupos de caridade em Chicago nos anos 90.Em alguns comícios republicanos, pessoas levam cartazes chamando Obama de 'Osama bin Lying' ( algo como Osama, o mentiroso, em um trocadilho em inglês com o nome do terrorista saudita Osama Bin Laden). Algumas pessoas também gritam 'matem-no' durante os discursos. McCain recentemente tomou o microfone de uma mulher que chamou o democrata de 'árabe' em um comício. 'Não. Ele é um homem decente', disse o republicano.A campanha de McCain sugeriu que o 'tema Ayers' pode ser levantado durante o debate desta noite. O assessor de campanha de Obama Robert Gibbs disse que o democrata tentará projetar uma aparência calma no debate. A campanha democrata devolveu alguns ataques, nos quais chama McCain de errático, sugerindo uma falta de firmeza do senador de 72 anos.

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