Nomeado para Tesouro deve ter sabatina pesada no Senado

Timothy Geithner explicará plano de socorro para economia e impostos devidos ao governo

Agência Estado e Dow Jones,

21 de janeiro de 2009 | 11h21

A audiência de confirmação de Timothy Geithner no Senado dos EUA para a posição de Secretário do Tesouro está no foco dos mercados nesta quarta-feira, 21, e ele precisará explicar por que o pacote de US$ 700 bilhões para consertar o setor financeiro não funcionou e mais recursos são necessários. Geithner também deve enfrentar questionamento duro sobre o fato de não ter pago mais de US$ 34 mil em impostos de seguridade social e Medicare durante os anos que trabalhou no Fundo Monetário Internacional.

 

Segundo matéria do Wall Street Journal, Geithner deve pedir uma abordagem abrangente e agressiva para lidar com a crise financeira nos EUA, ao mesmo tempo em que deverá assegurar que simplesmente errou em não pagar alguns impostos. Em relação à indicação de Hillary Clinton para Secretária de Estado, o líder da maioria no Senado, Harry Reid, informou ter chegado a um acordo com o líder da minoria, Mitch McConnell, para a realização de três horas de debate sobre a nomeação, seguidas da esperada confirmação.

 

Na audiência, Geithner deve ser criticado sobre suas falhas tributárias e sobre seu papel em ajudar a elaborar o resgate do setor financeiro no governo Bush. Mas a aparente relutância dos senadores em atrapalhar a confirmação enquanto a economia sofre e o congelamento dos empréstimos piora torna provável que Geithner seja confirmado para o posto, afirma a matéria do WSJ. "Esta crise está se deteriorando diariamente e você precisa ter alguém no Tesouro para tomar as decisões necessárias para tentar superá-la", disse o senador Judd Gregg.

 

Geithner não deve criticar diretamente a forma como o governo Bush lidou com a crise, mas deve tentar se distanciar disso ao assegurar que os planos da administração Obama envolvem uma estratégia mais arrebatadora, direcionada e transparente, de acordo com assistentes do Congresso e outras autoridades do governo.

 

Em relação à resposta do governo à crise e ao Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp), de US$ 700 bilhões, ele deve ser pressionado sobre como sua estratégia será diferente da do Secretário do Tesouro Henry Paulson, com quem Geithner trabalhou de perto como chefe do Federal Reserve de Nova York. Outros tópicos que devem surgir na audiência incluem a decisão do governo de deixar o banco Lehman Brothers Holdings quebrar e os resgates, financiados pelo contribuinte, do Citigroup, American International Group e Bank of America, segundo o WSJ.

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