Nunca falei com governador sobre vaga do Senado, diz Obama

Presidente eleito se diz 'chocado' com escândalo em Illinois e novamente pede renúncia de Blagojevich

Agências internacionais,

11 de dezembro de 2008 | 16h07

O presidente eleito Barack Obama disse nesta quinta-feira, 11, que nunca discutiu com o governador Rod Blagojevich, de Illinois, sobre a cadeira que o próprio Obama deixará vaga no Senado. Com isso, ele se distanciou das acusações que envolvem Blagojevich, segundo as quais o governador buscou meios de ganhar dinheiro ao indicar alguém para a vaga. Em entrevista coletiva em Chicago, Obama se disse "chocado" com o caso envolvendo Blagojevich. Veja também:Governador ignora pedido de Obama por renúnciaObama confirma nomeação de Tom Daschle na SaúdeEUA não podem permitir que montadoras quebrem, diz Obama O gabinete do presidente eleito  Respondendo aos questionamento dos repórteres, Obama disse acreditar que nenhum membro de sua equipe esteve envolvido no escândalo da venda do assento. "Estou chocado e desapontado como qualquer um", afirmou ele. "Confio que nenhum representante meu teve qualquer papel nessas discussões", continuou. Assim como fez na quarta-feira, o presidente eleito voltou a pedir que Blagojevich renuncie. "Acredito que a confiança pública foi violada", avaliou Obama. "Não creio que, nesta altura, o governador possa servir ao povo de Illinois eficazmente. Espero que o governador chegue a essa conclusão e renuncie."  Blagojevich foi preso na terça-feira e solto em seguida, após pagar fiança. Uma transcrição de 76 páginas do FBI, a polícia federal americana, revela que o governador democrata foi pego em flagrante, com escutas telefônicas. "Eu quero fazer dinheiro", diz ele em um dos trechos da transcrição, que destaca uma conversa mantida em 10 de novembro entre Blagojevich, sua esposa Patti, John Harris, e um grupo de conselheiros. O presidente eleito disse ainda que "essa cadeira no Senado não pertence a nenhum político para ser comercializada. Ela pertence ao povo de Illinois, e eles merecem a melhor representação possível". Até o momento, a justiça americana descarta qualquer ligação de Obama com o escândalo.

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