O plano de Barack Obama para o Iraque

Candidato democrata escreve um artigo para o New York Times destacando suas divergências com McCain

The New York Times,

14 de julho de 2008 | 17h54

O candidato democrata à presidência americana Barack Obama escreveu nesta segunda-feira, 14, um artigo para o jornal americano The New York Times explicando seu plano de retirada em 16 meses das tropas americanas do Iraque. Para ele, a proposta - amplamente criticada por seu rival republicano John McCain - é possível com uma gradual saída do país. Obama destaca ainda que os esforços americanos deveriam se voltar ao Afeganistão e Paquistão, onde a Al-Qaeda ganha força.   Veja também: Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Para o senador democrata, as diferenças sobre o Iraque na campanha são profundas. "Diferente do senador John McCain, eu me opus à guerra no Iraque antes dela ter começado, e terminaria o conflito como presidente", escreveu Obama. "Acredito que foi um erro permitir que fôssemos distraídos com a luta contra a Al-Qaeda e o Taleban invadindo um país que não representava uma ameaça iminente e não tinha relação nenhuma com os ataques de 11 de setembro", continuou.   O democrata lembrou que mais de 4 mil americanos morreram no conflito e mais de US$ 1 trilhão foram gastos. "Nosso Exército está estendido e as ameaça que enfrentamos - o Afeganistão, a Al-Qaeda e o Irã - cresceram", destacou.   O candidato democrata lembrou que "ao invés de aproveitar o momento e encorajar o Iraque a dar um passo a frente, a administração Bush e o senador McCain estão se recusando a abraçar essa transição". Obama afirmou no artigo que os republicanos classificam qualquer prazo para a retirada dos soldados americanos uma "rendição." "Como eu disse muitas vezes", continuou o democrata, "nós devemos ser cuidadosos na retirada do Iraque, assim como fomos cuidadosos na entrada". Ele reiterou que seu plano para retirada em 16 meses é possível.   "Como presidente, irei perseguir uma nova estratégia, começando pelo menos duas novas brigadas de combate para apoiar nossos esforços no Afeganistão. Eu não manterei nosso Exército, nossos recursos e nossa política externa reféns de um desejo equivocado em manter bases permanentes no Iraque", disse o senador no artigo.   "Por muito tempo, aqueles responsáveis pela maior tolice na história recente da política externa americana ignoraram um debate proveitoso para fazer falsas acusações sobre reviravoltas e rendições", concluiu Obama. 

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