Obama abre 7 pontos de vantagem sobre McCain, aponta Zobgy

Instituto mostra democrata com 50% das intenções de voto; republicano corre risco de derrota até no Arizona

Agências internacionais,

30 de outubro de 2008 | 09h37

O democrata Barack Obama abriu 7 pontos de vantagem sobre o republicano John McCain a cinco dias da eleição presidencial norte-americana, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta quinta-feira, 30. Obama tem 50% da preferência dos prováveis eleitores, contra 43% de McCain, aumentando a vantagem de 5 pontos que tinha na véspera. A pesquisa ouviu 1.202 pessoas por telefone entre segunda e quarta-feira e tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais.   Veja também: Em anúncio milionário de meia hora, Obama não cita McCain Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Este é o segundo dia seguido que a vantagem de Obama sobre McCain aumenta e o republicano tem sofrido para ficar à frente do democrata em todas as pesquisas nacionais e em Estados-chave na disputa eleitoral norte-americana. "Isso não é boa notícia para McCain. A disputa estava ficando apertada por alguns dias, mas agora está ficando de outra maneira", disse o especialista em pesquisas John Zogby.   Obama manteve ou ampliou sua vantagem entre blocos cruciais do eleitorado, com 19 pontos de frente entre os independentes, 10 pontos entre as mulheres, 9 pontos entre os católicos e 7 pontos entre os eleitores com mais de 65 anos. O democrata ultrapassou McCain, senador pelo Arizona, entre o eleitorado masculino, abrindo 5 pontos de vantagem. McCain ainda lidera por 8 pontos entre os eleitores brancos. Ele, no entanto, tem só 30% de apoio dos hispânicos, um grupo em expansão que deu 40% de apoio ao presidente George W. Bush na eleição de 2004.   Derrota até no Arizona   O republicano John McCain corre o risco de sofrer uma vergonhosa derrota no Arizona, Estado que ele representa no Senado há 26 anos. Segundo uma pesquisa divulgada pela Universidade do Estado do Arizona, a diferença entre McCain e o democrata Barack Obama é de apenas 2 pontos porcentuais (46% a 44%). Há um mês, o republicano tinha uma vantagem de 7 pontos e, no começo do ano, McCain chegou a liderar por mais de 20 pontos. Apenas três presidentes na história dos EUA conseguiram vencer a eleição sem ganhar em seu Estado natal. Esse tipo de perda tornou-se uma dura perspectiva após a eleição de 2000, quando o democrata Al Gore perdeu no Tennessee, onde morava.   A liderança de Obama em Illinois, por exemplo, é de 25 pontos porcentuais, segundo pesquisas recentes. Os republicanos, porém, tentaram diminuir a importância dos números, afirmando que confiam na vitória de McCain. "Ele nunca perdeu uma eleição no Arizona e essa não será diferente, apesar das tentativas de Obama de comprar a votação com milhões de dólares em propaganda", afirmou Jeff Sadosky, porta-voz do republicano.   O resultado da pesquisa no Arizona, que também dá a Obama uma vantagem de 20% entre os eleitores independentes do Estado, se somam a outros dados que colocam o democrata na liderança em Estados importantes para a eleição. Um levantamento feito pelo jornal Los Angeles Times aponta Obama liderando em Ohio (49% a 40%) e na Flórida (50% a 43%). A principal razão pela qual ele está na frente é a percepção dos eleitores de que ele saberá lidar melhor com a crise econômica.Os dois Estados são considerados fundamentais para a vitória e foram cruciais para o resultado das duas últimas eleições.   Em 2000, foi a Flórida que decidiu a vitória do republicano George W. Bush após uma polêmica disputa com o democrata Al Gore. Há quatro anos, foi a vez de Ohio decidir a reeleição do presidente sobre o adversário, John Kerry, com uma margem apertada (51% a 49%). Uma pesquisa da Associated Press/GfK, divulgada ontem, também apontou vantagem de Obama em oito Estados importantes: Colorado, Flórida, Nevada, New Hampshire, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia e Virgínia.   A equipe de campanha de McCain questionou a metodologia utilizada na elaboração das pesquisas e seus resultados. Para os republicanos, a votação deste ano pode repetir a famosa eleição de 1948, quando Harry Truman venceu apesar de as pesquisas terem indicado uma vitória de Thomas Dewey. Os números destas pesquisas são de intenção de voto e não representam, necessariamente, o resultado final da eleição. Nos EUA, quem decide a votação é o Colégio Eleitoral e não o voto direto. O colégio é formado por 538 representantes dos 50 Estados e da capital do país, Washington. Para ser eleito, o candidato precisa ter 270 votos. Dessa forma, é possível que um candidato vença a eleição no Colégio Eleitoral, mas perca a apuração nacional.

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