Obama aceita indicação democrata e ataca Bush e McCain

No último dia da convenção, candidato promete romper 'com políticas falidas' do presidente americano

Da Redação, com agências internacionais,

28 de agosto de 2008 | 23h21

O senador Barack Obama recebeu formalmente na noite desta quinta-feira, 28, a nomeação democrata à Casa Branca, tornando-se o primeiro candidato negro a disputar a Presidência americana por um grande partido. "Com profunda gratidão e grande humildade, aceito a indicação para a Presidência dos Estados Unidos", declarou Obama na abertura de seu discurso, diante um público estimado em 75 mil pessoas. Ele agradeceu a senadora Hillary e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, que nesta semana declararam apoio a sua candidatura, além do senador Joe Biden, "que será o próximo vice-presidente dos Estados Unidos."       Veja também: Perfil: Obama pode ser o 1.º presidente negro  Em novo anúncio, McCain parabeniza Obama Galeria de fotos da Convenção  Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    Foto: AP   No último dia da Convenção Democrata, ele assegurou que irá "romper com as políticas falidas de George W. Bush". "Amamos demais esse país para que os próximos quatro anos sejam iguais aos últimos oito", continuou. "Oito é o bastante", exclamou Obama, ovacionado por seus apoiadores.   O senador democrata reforçou os temas de sua campanha, dizendo que irá ajudar a classe média do país e garantir a segurança nacional. Obama declarou que uma vitória do rival republicano John McCain seria um terceiro mandato de Bush. "América, somos melhores que esses últimos oito anos. Somos um país melhor que esse", afirmou.   "O senador McCain gosta de falar sobre julgamento. Mas o que dizer sobre seu julgamento quando você pensa que Bush estava certo em 90% do tempo? Eu não sei quanto a vocês, mas eu não estou pronto para 10% de chances de mudança", atacou. "A mudança que precisamos não veio de Washington; ela irá para Washington."   "Eu nunca vou hesitar em defender essa nação, mas somente mandarei nossas tropas em uma situação perigosa com uma missão clara, e com o compromisso sagrado de fornecer a eles o equipamento necessário para batalha e cuidado e benefícios que merecem quando voltarem para casa", continuou Obama. "A política externa de Bush e McCain dissipou o legado construído por gerações de americanos, democratas e republicanos. Estamos aqui para restaurar esse legado."   Ele reiterou que irá terminar a guerra do Iraque e a dependência americana do petróleo do Oriente Médio em uma década. "Não acredito que o senador McCain não se importe com o que está acontecendo na vida dos americanos. Só acho que ele não sabe", ressaltou o democrata. "John McCain gosta de dizer que seguirá Bin Laden até as portas do inferno, mas nem ao menos foi até a cova onde ele vive", continuou, sob forte aplauso da multidão no estádio em Denver.   Foto: AP "A crença de que podemos conseguir tudo que sonhamos caracterizou este país. Mas agora esta crença está em perigo, porque estamos em um momento de guerra, nossa economia está agitada, e o sonho americano está de novo sob ameaça", disse.  Antes do candidato democrata discursar, foi mostrado um vídeo com sua biografia e comentários de sua mulher, Michelle, e amigos políticos.   "Há quatro anos, eu contei minha história, da união entre um homem novo do Quênia com uma mulher jovem do Kansas, que não eram bem conhecidos, mas compartilhavam uma crença de que na América seus filhos poderiam conseguir qualquer coisa que eles colocassem na cabeça", declarou o senador.    O pronunciamento de Obama coincidiu com o 45.º aniversário do discurso mais conhecido do líder negro Martin Luther King, imortalizado pela frase "eu tenho um sonho". Embora a mídia americana apostasse que o senador poderia ecoar do célebre discurso de King, o democrata o não citou.   

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