Obama agradece a McCain por suavizar tom de críticas

Após abrandar ataques, adversários passam a defender um o outro nos próprios discursos

Caren Bohan, Reuters

11 de outubro de 2008 | 14h59

O democrata Barack Obama elogiou seu rival John McCain por tentar diminuir o tom ácido da corrida presidencial norte-americana, mas tentou mostrar neste sábado o republicano como desatualizado em economia.   Veja também: McCain defende Palin sobre abuso de poder Obama vira 'Osama' em cédula eleitoral  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   McCain enfrentou problemas recentemente depois de um inquérito ético ter determinado que sua candidata à vice-presidente, a governadora do Alaska Sarah Palin, abusou de seu poder ao demitir um comissário de segurança pública do Estado.   A pouco mais de três semanas para as eleições do dia 4 de novembro, pesquisas mostraram um aumento na liderança de Obama, de 47 anos, à medida que eleitores aflitos quanto à turbulência de Wall Street deram ao candidato democrata maiores qualidades para liderança econômica.   Uma pesquisa realizada pela revista Newsweek publicada na sexta-feira mostrou que Obama, senador pelo Estado de Illinois, estava à frente do senador por Arizona John McCain, de 72 anos, com 52% dos votos, ante 41% de McCain.   Há um mês, a pesquisa tinha os dois candidatos empatados com 46%. Outras pesquisas nos Estados mais disputados também mostraram uma melhora para Obama.   O escândalo ético de Palin coloca uma nuvem sobre a escolha controversa de McCain quanto à sua parceira de campanha, e ameaça ofuscar os esforços do Partido Republicano de levantar questões quanto ao caráter de Obama.   Com partidários de ambos os lados emitindo, às vezes, alguns comentários malcriados, McClain clamou que seus apoiadores adotem um tom mais brando e, ao fazer isso, pareceu que estava defendendo o caráter de Obama.   Quando uma mulher em uma reunião em uma prefeitura na sexta-feira disse que ela não confiava em Obama e levantou a suposição de que ela era um "árabe", McCain respondeu que Obama era uma "pessoa decente e uma pessoa a quem você não deve temer como presidente dos Estados Unidos". Mas McCain disse que ele pensa que será um presidente melhor que Obama.   Em visita a bairros da Filadélfia, Obama agradeceu a McCain por ter tentado "abrandar o tom de sua reunião na prefeitura". Mas em uma indicação do ódio em alta presente em ambos os lados, o público no comício de Obama na Filadélfia vaiou a mera menção do nome de McCain.   "Eu sou alguém que acredita que todos nós podemos respeitar uns aos outros, mesmo quando discordamos, especialmente quando se trata de um veterano de nossas guerras, porque essas pessoas colocaram as suas vidas à disposição para nos proteger", disse Obama, em referência ao tempo de serviço de McCain no Vietnã, quando o republicano passou por torturas como prisioneiro de guerra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.