Obama amplia vantagem sobre McCain para 12 pontos

Favoritismo em pesquisas marca reta final; Instituto Zogby aponta 52% das intenções de voto contra 40% do rival

Reuters e Efe,

23 de outubro de 2008 | 08h37

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou para 12 pontos sua liderança sobre o republicano John McCain, graças aos cruciais votos independentes e de mulheres, de acordo com uma pesquisa Reuters/C-Span/Zogby divulgada nesta quinta-feira, 23. A menos de duas semanas das eleições, que ocorrem em 4 de novembro, Obama supera McCain com 52% das intenções de voto, contra 40% para o republicano. A pesquisa, que tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais, foi feita ao longo de três dias com potenciais eleitores.   Veja também: Vitória de McCain colocaria EUA em 'risco', diz Obama Vitória de Obama encorajaria inimigos dos EUA, diz McCain Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Nos últimos quatro dias, Obama avançou de forma consistente, triplicando sua vantagem na última semana. "O avanço de Obama é realmente extenso", disse o pesquisador John Zogby. "Parece ter ocorrido entre todos os grupos demográficos". O senador por Illinois viu sua vantagem entre as mulheres - que terão um papel decisivo nesta eleição - aumentar de 16 para 18 pontos na quarta-feira.   Entre os eleitores independentes, alvo de intensas campanhas de ambos os lados, Obama tem 30 pontos de vantagem, com 59% das intenções de voto, contra 28% de McCain. Zogby disse que McCain parece ter perdido o ritmo desde o último debate, feito na semana passada. "McCain ainda pode tentar virar a mesa, mas ele tem de encontrar um foco", disse Zogby, acrescentando que as questões econômicas - que dominam a campanha em meio à crise de crédito, hipotecas e mercados - parecem trabalhar a favor de Obama.   A pesquisa mais recente mostra uma erosão contínua do apoio a McCain, mesmo entre seus eleitores "tradicionais". Enquanto Obama tem 86% de apoio dos democratas, somente 81 por cento dos republicanos apóiam McCain. O candidato independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr mantiveram-se em suas posições, com 2% das intenções de voto cada um. Três por cento dos entrevistados disseram-se indecisos. Foram consultadas 1208 pessoas.   A vantagem de dois dígitos que algumas pesquisas dão ao candidato democrata frente a seu adversário, John McCain, leva muitos a apontarem uma vitória arrasadora do senador por Illinóis, embora os republicanos relutem em admitir derrota e outras enquentes falem de um empate técnico. Outra pesquisa de opinião, publicada na quarta pelo diário The Wall Street Journal, dá ao democrata 10 pontos de vantagem sobre McCain, enquanto o Centro Pew apontou, na terça, Obama 14 pontos à frente. O site Real Clear Politics, que realiza uma média de várias enquetes, dá nesta quinta 7,2 pontos de superioridade ao democrata.   Apesar desses números, os últimos dados publicados sobre participação eleitoral nos 29 estados em que é permitido votar por antecipação indicam que a situação favorece Obama. Os números revelam que, mais que os republicanos, os democratas começaram a votar em vários dos estados em que a disputa está mais apertada, entre eles Ohio, Carolina do Norte, Nevada e Novo México. "Isso não pode ser uma boa notícia para John McCain", comentou Paul Gronke, diretor do centro de informação sobre votação da Universidade Reed, no Oregon, ao diário USA Today.   Mesmo assim, os democratas pedem que não se dê as eleições como vencidas. O próprio Obama pediu, no último dia 16, que não se deixe levar pela complacência. Obama disse que, para os que já começam a vê-lo na Casa Branca, tem "duas palavras: New Hampshire". Com isso, o democrata se referiu às primárias desse ano, quando as pesquisas davam a ele uma clara vantagem sobre Hillary Clinton e onde a ex-primeira dama acabou saindo vencedora. "Já estivemos antes em situações em que éramos os favoritos, a imprensa começou a se deixar levar e acabamos recebendo um mau resultado", declarou o candidato.

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