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Obama assina lei de igualdade salarial entre homens e mulheres

Presidente americano afirma que medida 'defende princípios da Constituição'; regra leva nome de trabalhadora

Efe,

29 de janeiro de 2009 | 15h50

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira, 29, sua primeira lei desde que assumiu o cargo, a de Igualdade Salarial, em um ato emocionante do qual participou Lilly Ledbetter, a trabalhadora que, com sua denúncia, provocou a mudança da legislação nacional. Obama assinou a medida, que carrega o nome da trabalhadora, em frente às câmeras de televisão, ao vivo, e acompanhado do vice-presidente, Joseph Biden, da secretária de Estado, Hillary Clinton, e da própria Ledbetter, que se emocionou ao receber os aplausos dos presentes.

 

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Ledbetter era supervisora da empresa de pneus Goodyear Tire and Rubber Company em Gadsden, Alabama, e, pouco antes de se aposentar, soube que, durante 15 anos, a empresa pagou a ela 40% menos que aos homens pelo mesmo tipo de trabalho.

 

Por esta razão, entrou com um processo e ganhou, mas a Suprema Corte americana posteriormente rejeitou a ação, em uma sentença de 5 a 4, na qual alegou que ela demorou muito para apresentar a queixa. Segundo a Suprema Corte, a mulher devia ter entrado com o processo em um prazo de 180 dias desde o primeiro cheque "discriminatório" que recebeu.

 

"Com a assinatura desta lei, estamos defendendo um dos primeiros princípios desta nação; que todos somos iguais e que temos direito a perseguir nossa própria versão da felicidade", disse o presidente minutos antes de assinar a regra.

 

O líder elogiou Ledbetter, uma mulher que "trabalhou duro e bem" e que, no entanto, ganhava menos que seus companheiros homens, em torno de US$ 200 mil durante seus 20 anos na empresa. A história de Ledbetter é a "das mulheres de todo o país que ainda ganham US$ 0,78 por cada dólar ganho pelos homens, número que é inclusive inferior no caso das negras", assegurou Obama.

 

Ele explicou que a reivindicação de Ledbetter não é um tema de feminismo, mas de justiça familiar, porque a discriminação salarial faz com que as famílias tenham menos dinheiro para educação, saúde ou para sua própria aposentadoria, algo importante nestes tempos de crise.

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