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Obama avalia ex-rivais para cargo de secretário de Estado

Hillary Clinton e Bill Richardson, oponentes do presidente eleito nas primárias, são os favoritos para gabinete

Agências internacionais,

15 de novembro de 2008 | 16h21

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está entrevistando alguns de seus ex-oponentes políticos enquanto tenta formar seu próprio "time de rivais" para ajudá-lo a dirigir o país. A senadora Hillary Clinton e o governador do Novo México Bill Richardson, ex-rivais de Obama nas primárias democratas, estão sendo sondados para o cargo de secretário de Estado, segundo várias fontes do Partido Democrata que falaram sob anonimato.   Obama se encontrou com Richardson no final da tarde de sexta-feira, um dia depois de uma reunião a sós com Hillary em seu escritório em Chicago, afirmaram fontes democratas. Na segunda, ele deve se reunir ainda com John McCain, seu ex-oponente republicano nas eleições presidenciais. No entanto, assessores dos dois lados já disseram que o presidente eleito não o considera para algum cargo.     Veja também: Obama e Michelle relembram vitória Obama escolhe Valerie Jarrett como assessora principal Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA    Hillary ainda não fez nenhuma declaração sobre o tema. Numa cerimônia para a apresentação de um novo plano para o transporte público em Albany, capital do Estado de Nova York, a senadora afirmou que só falaria de "temas relacionados à transição" diretamente com a equipe de Obama. Segundo o jornal The New York Times, amigos de Hillary disseram que ela estaria disposta a aceitar um convite para o Departamento de Estado, caso Obama lhe fizesse um.   Obama e Hillary protagonizaram as primárias mais duras da história dos EUA. Desde então, Obama tem tentado encontrar uma resposta para a seguinte questão: o que fazer com Hillary, com seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e com seus principais assessores e aliados. Hillary, de 61 anos, tem bastante experiência em política externa por sua atuação como senadora por Nova York. Ela atuou no Comitê de Serviços Armados, além de indiretamente auxiliar seu marido quando ele ocupou a Presidência entre 1993 e 2001.   Vários nomes foram mencionados na imprensa como cotados para ser secretário de Estado de Obama, incluindo o ex-candidato presidencial democrata John Kerry. A pressão pela escolha de Hillary vem de partidários da senadora, mas também de aliados de Obama e membros da equipe de transição. Com ela, acreditam eles, o presidente poderia passar os primeiros meses concentrado nos graves problemas internos e despacharia alguém de peso para restaurar a credibilidade do país.   Processo rigoroso   A equipe de transição de Obama lançou um processo de seleção considerado um dos mais rigorosos da história para preencher 8 mil vagas que serão oferecidas na gestão do futuro governo americano. Os candidatos terão de responder a um questionário de sete páginas com 63 perguntas que "vasculham" todos os detalhes da vida pessoal e profissional dos interessados em trabalhar na Casa Branca a partir de janeiro.   Candidatos a cargos mais altos terão de dar informações completas sobre discursos já proferidos, artigos ou blogs já publicados na internet e incluir links para todos os websites em que possam ser citados, incluindo os de relacionamento como o Facebook. Eles precisam listar todas as pessoas com as quais já moraram nos últimos dez anos, e responder se "já enviaram mensagens eletrônicas como e-mails ou mensagens pelo celular que sugiram conflito de interesses ou possam representar um constrangimento para o candidato, sua família ou para o presidente eleito caso venham a público."   O processo de seleção ainda quer saber "todos os nomes ou apelidos que o candidato já tenha usado para se comunicar pela internet". Além disso, é preciso detalhar se possui alguma arma, se faz parte de grupos com orientações por cor, etnia, religião e orientação sexual. Com a medida, o presidente eleito quer se proteger de todas as formas para não repetir erros de administrações passadas.   Linda Chavez, que seria a escolhida pelo presidente George W. Bush para ocupar a pasta da Secretaria do Trabalho foi descartada depois que veio a público que ela teria abrigado um imigrante ilegal. Zoe Bird teve que renunciar ao cargo de procuradora-geral do ex-presidente democrata Bill Clinton por razões parecidas.   (Com BBC Brasil, AP e Reuters)  

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