Obama avalia Hillary Clinton para secretária de Estado

Senador John Kerry e o governador do Novo México, Bill Richardson, também estão na lista de cogitados

Agência Estado e Dow Jones,

14 de novembro de 2008 | 09h05

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pode nomear a ex-primeira-dama Hillary Clinton como sua secretária de Estado, afirmou a emissora NBC na noite de quinta-feira, 13. Dois assessores, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Hillary "está sob consideração" para o posto.   Veja também: Equipe de transição fornece pistas sobre o governo Obama Departamento de Justiça será desafio Palin não descarta ser candidata à Presidência em 2012 Ex-servidores de Clinton lideram transição em 3 Departamentos Bush se arrepende de 'coisas ditas' Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   De acordo com a NBC, Hillary voou para Chicago - onde Obama está - na quinta-feira. Um assessor dela disse, porém, que se tratava de assuntos pessoais na cidade. Hillary e Obama realizaram uma dura disputa nas primárias do Partido Democrata pela vaga na corrida presidencial.   Hillary, de 61 anos, tem bastante experiência em política externa por sua atuação como senadora por Nova York. Ela atuou no Comitê de Serviços Armados, além de indiretamente auxiliar seu marido Bill Clinton, quando ele ocupou a presidência entre 1993 e 2001.   Vários nomes foram mencionados na imprensa como cotados para ser secretário de Estado de Obama, incluindo o ex-candidato presidencial democrata John Kerry, o governador do Novo México Bill Richardson, ex-embaixador na ONU e querido pela poderosa comunidade latina, e o senador republicano moderado Richard Lugar. A equipe de transição de Obama não tornou públicos os nomes considerados para o gabinete. Além disso, insiste que não haverá anúncios do tipo nesta semana.   Durante as duras primárias, Hillary insistiu na falta de experiência em política exterior de Obama. Ela qualificou a proposta dele de negociar com o governo do Irã como "ingênua". Já Obama lembrava aos eleitores que a senadora aprovou medidas autorizando o presidente George W. Bush a invadir o Iraque. Ela nunca rejeitou publicamente esse voto. Após perder a nomeação, porém, Hillary se envolveu na campanha de Obama contra o republicano John McCain.   "Eu estou feliz em ser uma senadora por Nova York, eu amo esse Estado e essa cidade", afirmou Hillary em um evento em Nova York, na segunda-feira, quando questionada se pode integrar o governo de Obama. Ao mesmo tempo, Hillary disse que deseja ser uma "boa parceira" e "fazer todo o possível para assegurar que sua agenda será bem sucedida".

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