Obama chega ao Havaí para visitar avó doente

Afastamento pode ser arriscado; senador lidera em Estados cruciais, mas saída pode mostrar lado mais humano

Agências internacionais,

24 de outubro de 2008 | 10h09

O candidato democrata Barack Obama se afastou da campanha presidencial para visitar sua avó doente enquanto as recentes pesquisas mostram que ele solidificou a liderança em alguns Estados que podem garantir sua vitória na eleição de 4 de novembro. Obama chegou ao Havaí no início desta sexta-feira, 24, para visitar sua avó Madelyn Dunham, que está doente. Obama afirmou que não sabe se ela estará viva para ver o dia da eleição, 4 de novembro. "Sem entrar muito em detalhes, ela está gravemente doente. Nós não estamos certos e eu não estou certo se ela conseguirá chegar ao dia da eleição", disse Obama à emissora ABC, em entrevista divulgada nesta sexta-feira.   Veja também: The New York Times anuncia apoio a Barack Obama Palin depõe em inquérito sobre abuso de poder nesta sexta Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Duas pesquisas divulgadas na quinta-feira dão ao democrata uma vantagem de dois dígitos em Ohio, Estado crucial e que optou pelo presidente George W. Bush em 2004. A pesquisa mostra ainda que Obama lidera na Pensilvânia, região democrata que John McCain espera reverter em uma vitória republicana. Obama lidera ainda nas pesquisas nacionais. Segundo o Instituto Zogby, o candidato aparece com dez pontos a mais do que o rival. As sondagens mostram que Obama vence em todos os Estados que votaram no democrata John Kerry em 2004, além de alguns que optaram por Bush. Se vencer em todos os Estados de Kerry e Ohio, Obama tem delegados suficientes para garantir a Casa Branca.   Obama interrompeu sua campanha na quinta-feira para viajar ao Havaí, onde viveu na adolescência em grande parte criado pelos avós. Ele deve voltar à campanha no sábado. Na quinta-feira, o senador por Illinois disse na CBS que quando sua mãe, Ann Dunham, nascida no Kansas, morreu ele "chegou muito tarde". "Nós sabíamos que ela não estava bem, sabe, o diagnóstico dizia que tínhamos um pouco mais de tempo e não tivemos. Então eu quero garantir que eu não cometerei o mesmo erro duas vezes", recordou Obama.  "Nós estamos todos rezando e esperamos que ela consiga chegar até a eleição, mas uma das coisas que eu posso deixar claro é que eu tive a chance de sentar-me com ela e conversar com ela", afirmou. "Ela ainda está atenta e tem todas suas faculdades. E eu quero ter certeza de não perder essa oportunidade."   Deixando a campanha a menos de duas semanas para a eleição pode ser politicamente arriscado. Sua liderança é dificilmente insuperável, e as pesquisas mostram que ele tem crescido nos números. Mas a saída de Obama neste momento pode ajudar os eleitores a ver um lado mais humano do candidato, que foi criticado muitas vezes por ser distante.   Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, divulgada na quinta, deu a Obama a liderança na Flórida 5 pontos porcentuais à frente de McCain (49% a 44%). O último estudo realizado pela universidade, no início do mês, dava uma liderança de 8 pontos para o democrata (51% a 43%). O mesmo levantamento, contudo, dá vantagem a Obama nos Estados-chave da Pensilvânia (53% a 40%) e Ohio (52% a 38%). Uma outra pesquisa feita pelo instituto Big Ten Battleground Poll mostrou que Obama lidera em oito Estados do Meio-Oeste, inclusive em Indiana, que nas últimas eleições vinha sendo um reduto republicano.

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