Obama chega ao Iraque para reunir-se com primeiro-ministro

Democrata se encontra com líder iraquiano durante viagem para reforçar imagem em política externa

Agências internacionais,

21 de julho de 2008 | 07h35

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta segunda-feira, 21, ao Iraque, na terceira parte de seu giro internacional, que incluiu o Kuwait e o Afeganistão. Além de visitar as tropas americanas em missão no país, o senador se encontrou com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que lhe transmitiu uma avaliação sobre a situação da segurança no país.   Veja também: Obama diz que situação afegã é 'precária e urgente' Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA      A TV estatal Iraqiya noticiou o encontro entre Obama e Maliki em Bagdá, mas não há outros detalhes sobre a visita do candidato, cercada de sigilo por razões de segurança. Obama pretendia explicar a Maliki o seu plano para a retirada dos militares dos EUA no país em 16 meses caso vença as eleições de novembro. Senador pelo Estado de Illinois, Obama está viajando como membro de uma equipe parlamentar americana. Mas sua viagem já foi chamada de 'giro de estadista' por observadores. Esta é a sua segunda visita ao país; a primeira foi em janeiro de 2006, também com uma delegação do Senado.   Segundo o porta-voz das forças americanas, Abdelatif Rayan, Obama chegou esta manhã a Bagdá e se dirigiu imediatamente à Embaixada dos Estados Unidos, localizada na chamada "zona verde", uma área de segurança máxima situada no centro da capital iraquiana. A visita, acrescentou, deve ter apenas algumas horas de duração.   A viagem de Obama despertou críticas do rival republicano, John McCain, que o acusava por não viajar ao Iraque para avaliar a situação no conflito. McCain já esteve no Iraque em oito ocasiões. Uma fonte no governo americano informou que a visita de Obama ao Iraque começou por Basra e que ele seguirá para Bagdá ainda nesta segunda-feira.   No domingo, Obama esteve no Afeganistão, onde se encontrou com o presidente, Hamid Karzai. Durante a visita a Cabul, Obama afirmou que o país deveria ser o foco central da "guerra ao terrorismo". Segundo a BBC, antes do encontro, Obama havia defendido enviar ao Afeganistão parte das tropas retiradas do Iraque, a fim de reforçar os esforços contra o Taleban e controlar a violência no país.   "Temos que entender que a situação (no Afeganistão) é precária e urgente, e acredito que este deve ser o foco principal, a frente central na batalha contra o terrorismo", disse Obama à rede de TV americana CBS.   Durante seu giro internacional, Barack Obama buscará reforçar suas credenciais em política externa, um dos pontos vulneráveis de sua candidatura. Analistas dizem que a campanha de McCain estará atenta aos possíveis tropeços do rival durante a viagem internacional, e criticará o fato de que as visitas anteriores do republicano ao Iraque e a outros países receberam bem menos atenção.   Durante a corrida presidencial, McCain criticou Obama por ter anunciado uma estratégia para o Oriente Médio antes de visitar a região e por estabelecer uma data para a retirada das tropas do Iraque.   O conselheiro político de McCain, Randy Scheunemann, afirmou que Obama estaria sendo teimoso em "defender uma retirada incondicional, colocando sua política na frente dos conselhos dos nossos comandantes militares, do sucesso de nossas tropas e da segurança do povo americano".   Apesar dos freqüentes ataques no país, o Iraque passa pelo menor índice de violência desde 2004. No entanto, na semana passada, mais de 50 pessoas morreram em um dois ataques suicidas.   Matéria atualizada às 10h45.

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