Obama confirma nomes para a inteligência dos EUA

Ex-chefe-de-gabinete Leon Panetta irá dirigir a CIA; Dennis Blair será diretor nacional de inteligência

Agências internacionais,

09 de janeiro de 2009 | 13h57

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, confirmou nesta sexta-feira, 9, a indicação do ex-chefe-de-gabinete da Casa Branca Leon Panetta para dirigir a CIA, o serviço de inteligência americano, e o almirante reformado Dennis Blair a direção nacional de inteligência,o que significa ter supervisão sobre a CIA e outras agências do setor. Ele ainda nomeou John Brennan, veterano funcionário da CIA, como conselheiro de segurança da Casa Branca, para coordenar as medidas antiterror do país. Brennan já havia sido citado como diretor da CIA, mas deixou de ser nomeado, segundo o NYT, por causa de suas críticas aos métodos de detenção e interrogatório da agência.   Veja também: O gabinete do presidente eleito    Leon Panetta, Barack Obama e Dennis Blair em entrevista em Chicago. Foto: AP   Obama descreveu a dupla Panetta e Blair como de "inquestionável integridade" e "ampla experiência", além de estarem "singularmente qualificados" para os postos. Houve surpresa em Washington pela nomeação de Panetta para liderar a CIA. O ex-chefe de gabinete da Casa Branca não tem experiência direta em lidar com inteligência. Obama disse que eles ajudarão os EUA a lidarem com as ameaças que emergem. A confirmação dos nomes ocorre quatro dias depois de as escolhas serem divulgadas pela imprensa.   Durante o governo Clinton, Panetta ficou conhecido por administrar o orçamento federal. Antes, havia sido parlamentar por 16 anos. Já no governo Bush, participou do Grupo de Estudos do Iraque, uma comissão bipartidária que recomendou em 2007 uma retirada gradual das tropas norte-americanas daquele país. A recomendação foi ignorada pela Casa Branca, que preferiu enviar reforços. Especialistas em inteligência dizem que Panetta tem a seu favor o conhecimento dos meandros do governo e a reputação de ser justo. Nesta sexta, ele afirmou que os agentes dos serviços secretos "estão na linha de frente" da segurança e que merecem e terão todo seu apoio.   Blair é ex-chefe do Comando Pacífico dos EUA, quando estava encarregado de combater o terrorismo no sul da Ásia, após os atentados de 11 de setembro de 2001.   A direção da CIA (Agência Central de Inteligência) era um dos últimos cargos de primeiro escalão ainda vagos no futuro governo Obama. O órgão tem sido muito criticado por falhas nos últimos anos e pelo uso de técnicas agressivas em interrogatórios. Ao apresentar as nomeações desta sexta, Obama disse que os serviços secretos "não representam um luxo, são uma necessidade".   Questionando sobre sua política externa para o Irã, Obama disse também que o país é uma "ameaça genuína", mas que continua apoiando o diálogo. O presidente eleito afirmou que não detalhará suas políticas pelo princípio de que só há um presidente de cada vez. Mas destacou que tentará "usar a diplomacia como um mecanismo para atingir nossos objetivos de segurança nacional."   Antes dos anúncios oficiais, Obama afirmou que os números do desemprego são uma "drástica lembrança" da necessidade de adotar medidas contra a crise econômica, como o plano de recuperação que defende. A taxa de desemprego nos EUA subiu de 6,8% em novembro para 7,2% em dezembro, atingindo o nível mais alto desde janeiro de 1993. Em entrevista coletiva, o futuro governante, que assumirá o poder em 20 de janeiro, explicou que a situação econômica é horrível e está se deteriorando. Segundo Obama, as negociações com o Congresso para a aprovação do plano de reativação economica está em "grande progresso".  

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