Obama conquista 4 superdelegados; Hillary promete continuar

Após vitória decisiva na Carolina do Norte, senador ganha apoios chave e aumenta pressão contra pré-candidata

Associated Press,

07 de maio de 2008 | 15h55

Enquanto a pré-candidata à Presidência americana Hillary Clinton se recusa a deixar a corrida presidencial nesta quarta-feira, 7, em meio aos problemas financeiros da campanha e sua fraca performances nas prévias de terça, Barack Obama segue ganhando novos apoios. O senador por Illinois conquistou pelo menos mais 4 superdelegados, ficando cada vez mais perto da indicação democrata.   Veja também: Hillary põe US$ 6,4 milhões do próprio bolso na campanha Últimas prévias colocam em dúvida candidatura de Hillary Os colhões de Hillary Clinton, a lutadora  Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos   A vitória decisiva de Obama com 14 pontos de vantagem em Carolina do Norte e derrota por pouco em Indiana na terça-feira, 6, aumentaram a pressão em termos gerais para os 270 superdelegados - políticos que podem votar em quem quiser - que ainda não decidiram quem apoiar a endossar a candidatura do senador.   Sua campanha começou a traçar nesta quarta-feira estratégias para a eleição geral de novembro e recebeu os novos apoios dos superdelegados, que devem ser anunciados publicamente até o fim do dia. Os dois fatos podem ser um sinal de que Obama poderá conquistar a nomeação do partido após a maratona das primárias que ainda restam.   Hillary prometeu continuar na disputa "até que haja uma nomeação". Ela se recusou a dizer se isso significa que permanecerá concorrendo até a Convenção Nacional Democrata em agosto.   Foto: AP A ex-primeira-dama falou de Virgínia Ocidental, que vota na próxima semana, em uma visita que reafirma sua determinação em permanecer na corrida. Ela também marcou uma reunião privada ainda nesta quarta-feira com os superdelegados que não decidiram quem apoiar.   Os resultados da noite de terça-feira custaram a Hillary sua melhor chance de obter a nomeação, e sua batalha de quase 16 meses parece estar chegando ao clímax. Agora, Obama está a menos de 200 delegados para atingir a marca de 2.025 necessários para a indicação democrata.   Reafirmando a pressão para a saída de Hillary, o ex-senador George McGovern, candidato presidencial de 1972 e amigo próximo dos Clintons, mudou de lado nesta quarta-feira e pediu que a senadora deixe a disputa. Outros altos membros do Partido Democrata fizeram pressão similar em conferências com repórteres.   Os democratas temem que a longa disputa entre os dois pré-candidatos diminua as chances do partido em derrotar o virtual candidato republicano John McCain nas eleições de novembro.

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