Obama conquista mais apoio e responde a ataque de McCain

Em Washington, senador ganha novos superdelegados e rebate acusação de que seria 'candidato do Hamas'

Agência Estado e Associated Press,

08 de maio de 2008 | 20h33

Enquanto a senadora Hillary Clinton resistia aos pedidos para que desistisse da corrida presidencial nesta quinta-feira, 8, seu rival na disputa pela nomeação democrata, o senador Barack Obama, recebia o apoio de mais superdelegados do partido. Veja também:Obama conquista 4 superdelegados; Hillary promete continuarÚltimas prévias colocam em dúvida candidatura de HillaryOs colhões de Hillary Clinton, a lutadora Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos  Obama foi a Washington e aproveitou para responder a ataques recentes do candidato republicano, John McCain. O republicano disse que o grupo palestino Hamas, que os Estados Unidos classificam como organização terrorista, prefere que Obama seja presidente dos EUA. Obama disse nesta quinta que McCain tenta sujar sua imagem e que "está perdendo o controle," ao fazer a sugestão que o Hamas o prefere. "Isso é ofensivo e eu acho que é uma decepção, porque como John McCain sabe, eu não vou fazer esse tipo de política, com essa sujeira. Mesmo porque minha visão em relação ao Hamas não é diferente da visão que McCain tem do grupo," disse Obama. McCain fez os comentários em uma teleconferência com conservadores no mês passado. "Eu acho que é muito claro quem o Hamas quer que seja o próximo presidente. Se o senador Obama é favorecido pelo Hamas, as pessoas podem tirar suas conclusões," disse então o candidato republicano. Enquanto Obama respondia às insinuações de McCain, seu comitê tentava atrair o apoio de mais superdelegados. Mais tarde nesta quinta-feira, David Bonior, um ex-congressista de Michigan que foi chefe de campanha do ex-candidato democrata John Edwards, deverá anunciar o apoio a Obama, informou o comitê do pré-candidato.  Muitos democratas acreditam que a longa batalha pela nomeação afetará as chances do partido em derrotar McCain nas eleições gerais de novembro. Mas Hillary não desistiu após a derrota para Obama na primária da Carolina do Norte e a vitória (por pequena margem) em Indiana. Nos próximos dias, ela deverá fazer campanha em Dakota do Sul e Oregon, onde ainda ocorrerão primárias democratas. Faltam apenas seis primárias. A próxima ocorrerá na terça-feira, 13, na Virgínia Ocidental, onde ela hoje fez campanha. Segundo a contagem da agência Associated Press, Obama conquistou um total de 1,846 delegados, comparados aos 1,696 conquistados por Hillary Clinton. O pré-candidato democrata precisa ter o apoio de 2,025 delegados para ser nomeado candidato a presidente dos Estados Unidos.  Apenas 217 delegados estão em disputa nas primárias restantes, e 265 superdelegados ainda não definiram o apoio - o que torna os últimos vitais para o pré-candidato ser nomeado candidato. Hillary disse nesta quinta que é a candidata democrata mais forte para derrotar McCain em novembro. "Nós precisamos trazer volta os trabalhadores (ao Partido Democrata). Eu estou conseguindo atrair eleitores católicos, hispânicos e os idosos", declarou. A geografia humana da Virginia Ocidental favorece Hillary. Boa parte da sua população é constituída por trabalhadores brancos sem instrução superior e idosos.

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