Obama conquista o endosso do senador da Pensilvânia

Bob Casey apóia pré-candidato democrata em campanha; prévia do Estado será decisiva na disputa com Hillary

Reuters e Associated Press,

28 de março de 2008 | 09h41

O senador norte-americano Bob Casey manifestou apoio à campanha de Barack Obama à presidência e apareceu ao lado dele nesta sexta-feira, 28, em um evento em seu Estado, a Pensilvânia, que realiza eleições primárias no próximo dia 22. Casey também deve passar seis dias fazendo campanha de ônibus ao lado de Obama pelo Estado, começando por Pittsburgh, segundo assessores.   Veja também: Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Acredito de coração que existe uma pessoa que reúne as qualificações para nos liderar em um novo caminho e que ela é Barack Obama", disse Casey. O apoio de um político do Estado pode ajudar a credibilidade do candidato na região junto a partes específicas do eleitorado, embora o impacto no resultado geral não seja tão evidente. "O apoio é algo surpreendente", admitiu em nota Dan Pfeiffer, vice-diretor de comunicações da campanha de Obama. "Casey estava determinado a permanecer neutro até a primária de 22 de abril. Ele disse que desejava ajudar a unificar o partido."   "Os estrategistas de Obama esperam que Casey possa ajudar seu candidato a fazer incursões junto a homens brancos da classe operária, que costumam ser chamados de 'democratas de Casey,"' disse Pfeffer, acrescentando que esse grupo é liberal em questões econômicas, apóia o direito ao porte de armas e é contra o aborto - posições muitas vezes associadas ao Partido Republicano.   A senadora Hillary Clinton lidera as pesquisas na Pensilvânia, onde tem o apoio do governador Ed Rendell e de outros políticos influentes. Na contagem nacional de delegados para a convenção de agosto, porém, Obama está à frente, com uma vantagem de mais de cem delegados conquistados em primárias e "caucuses" desde janeiro. Nenhum dos dois, porém, está perto dos 2.024 delegados necessários para conseguir a indicação. O candidato do partido enfrentará o republicano John McCain na eleição presidencial de 4 de novembro.   Daqui para a frente, tanto Obama quanto Hillary Clinton concentrarão os seus esforços de campanha na crise econômica. Ambos querem conquistar o voto do operariado da Pensilvânia, considerado fundamental para uma vitória no Estado. Para muitos analistas, uma eventual derrota de Hillary na Pensilvânia seria o fim de sua candidatura.   Em uma tentativa de diminuir a liderança que Hillary tem nas pesquisas de intenção de voto para as prévias de 22 de abril na Pensilvânia, Obama propôs ontem lançar um segundo pacote de estímulo à economia, no valor de US$ 30 bilhões. Num discurso em Nova York, o senador defendeu ainda uma melhor regulamentação financeira, para evitar que se repitam crises como a atual. Em campanha na Carolina do Norte, Hillary também propôs um plano de US$ 30 bilhões para ajudar 9 milhões de vítimas da crise do crédito imobiliário no país. A senadora também prometeu um investimento de US$ 2,5 bilhões por ano em programas de formação profissional.   Rejeição   Uma pesquisa divulgada na quinta pelo jornal The Wall Street Journal e pela rede de TV NBC mostrou que a rejeição ao nome da senadora Hillary Clinton atingiu um novo recorde. Os novos números mostram que apenas 37% dos americanos têm uma imagem positiva da ex-primeira-dama, bem menos do que os 45% que aprovavam a senadora duas semanas atrás.   A piora na imagem de Hillary, segundo analistas, está ligada à campanha negativa que ela tem feito contra o senador Barack Obama, seu rival na corrida democrata para a Casa Branca. A notícia não poderia ter chegado em pior hora para a senadora, que tenta convencer os superdelegados do partido de que ela é a candidata mais viável para derrotar o republicano John McCain nas eleições de novembro.   A mesma pesquisa mostrou que as declarações antipatrióticas de Jeremiah Wright, pastor de Obama que descreveu os EUA como um país racista, não afetaram a visão que os americanos têm do candidato. Seu índice de aprovação se manteve inalterado: 49%. Apenas 32% dos entrevistados deram ao senador uma avaliação negativa, enquanto 48% avaliaram Hillary negativamente.   Embora ainda tenha a simpatia da maior parte dos eleitores brancos, a senadora perdeu terreno também entre eles. Há duas semanas, ela liderava com 51% da preferência entre os brancos, enquanto Obama tinha 39%. Agora, a diferença diminuiu: 49% a 41%. De acordo com a sondagem, pela primeira vez as mulheres tiveram maior impressão impressão negativa de Hillary (44%) do que positiva (42%).   Matéria atualizada às 13h15.

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