Obama critica declarações de pastor sobre América racista

Senador diz que afirmações ofendem brancos e negros, mas que não pode renegar a importância do referendo

Associated Press e Reuters,

18 de março de 2008 | 12h11

O pré-candidato democrata Barack Obama condenou os comentários de um pastou ligado à sua campanha política, numa tentativa de se distanciar da polêmica racial levantada. O senador afirmou que as declarações do referendo Jeremiah Wright sobre uma América racista dão uma "visão distorcida do país" e "ofendem tanto os brancos quanto os negros". Veja também:Obama e Hillary empatam com McCain em pesquisa Democratas anunciam que Flórida não terá novas prévias Elton John anuncia show pró-Hillary Clinton em Nova York Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Nos sermões, feitos anos atrás, o reverendo sugere que os Estados Unidos atraíram para si os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e denuncia que os negros americanos continuam sofrendo maus-tratos da comunidade branca. Apesar de rejeitar tais comentários, Obama ressalvou que não pode renegar a importância dele como homem que inspirou sua fé cristã, celebrou seu casamento, batizou suas filhas e vem sendo seu guia espiritual durante as últimas duas décadas. "Não posso mais renegá-lo, assim como não posso renegar a comunidade negra", declarou. A questão racial vem surgindo várias vezes na campanha nas últimas semanas, e Obama diz que isso afasta a atenção dos temas realmente importantes. O senador criticou anteriormente essas declarações, e Wright abandonou a função de conselheiro espiritual da campanha. O reverendo realizou o casamento de Obama com sua esposa e batizou as duas filhas do casal. O senador se refere ao pastor como "um velho tio". Em entrevista à emissora PBS, Obama disse que a polêmica sobre o pastor ameaça ofuscar sua mensagem de superação das divisões raciais. Na semana passada, a ex-candidata a vice-presidente Geraldine Ferraro, que apóia Hillary, disse que Obama só conseguiu a liderança na disputa democrata porque é um homem negro. Houve também quem se ofendesse por uma declaração do ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary, que em janeiro comparou a vitória de Obama na eleição primária da Carolina do Sul ao triunfo obtido em 1984 e 1988 por outro pré-candidato negro, Jesse Jackson. Críticos viram nesses comentários uma tentativa de marginalizar a candidatura de Obama, identificando-a apenas com o eleitorado negro.

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