Obama critica 'era de irresponsabilidade' em Wall Street

McCain também ataca medidas para economia e diz que 'nunca houve tanto poder nas mãos de uma só pessoa'

Efe,

22 de setembro de 2008 | 16h29

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira, 22, o que definiu como uma "era de avareza e irresponsabilidade" em Wall Street e Washington que, em sua opinião, conduziu o país a um "momento perigoso". "Disseram que queriam que o mercado operasse livremente, mas o deixaram operar de forma selvagem e, ao fazer isso, pisotearam nossos valores de justiça, equilíbrio e responsabilidade para com os demais", afirmou em discurso em Wisconsin, um dos Estados que devem ser cruciais nas eleições de 4 de novembro. Veja também:Especial: Semana de caos no mercado financeiroObama x McCainEntenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA  O aspirante à Casa Branca afirmou que o resultado da falta de regulação dos últimos anos é a crise financeira mais profunda desde a Grande Depressão dos anos 30. Ele pediu uma rápida atuação bipartidária para resolver a atual crise e evitar, assim, "uma catástrofe financeira ainda maior". O Congresso americano se prepara para aprovar nesta semana um plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões que o governo usará para adquirir os ativos "tóxicos" em poder das instituições financeiras.  O candidato presidencial republicano, John McCain, também falou nesta segunda sobre a crise e pediu uma maior supervisão do proposto plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões, elaborado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson. "Nunca antes na história desse país tanto poder esteve concentrado nas mãos de uma só pessoa", afirmou McCain em referência ao protagonismo de Paulson. "Este acordo faz-me sentir muito incômodo", acrescentou. O senador pelo Arizona pediu a criação de um comitê de supervisão bipartidário que poderia ser liderado, disse, pelo multimilionário Warren Buffett ou algum outro líder empresarial de respeito público.Os líderes democratas também propuseram nesta segunda a criação de um comitê de supervisão, que seria integrado por representantes das agências de regulação financeira e do Congresso.

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