Obama defende solução política e diplomática para o Iraque

Na Jordânia, candidato democrata reafirma que Afeganistão deve ser foco da luta contra o terrorismo

Agências internacionais,

22 de julho de 2008 | 11h44

Em visita à Jordânia, o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que apesar dos progressos na segurança do Iraque, o país precisa de soluções políticas. O senador disse ainda que o governo americano e os militares não podem permanecer no local para sempre e ressaltou que o Afeganistão é o fronte central da luta contra o terrorismo. A declaração foi feita em Amã, na Jordânia, durante a primeira entrevista coletiva concedida por Obama durante seu giro pelo Exterior.   Veja também: Obama visita antigo reduto militante no Iraque NYT rejeita artigo de McCain sobre o Iraque McCain quer aliança com Brasil Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O senador deixou o Iraque nesta terça-feira, 22, e logo desembarcou na Jordânia para conversar com o rei Abdullah II. O candidato democrata passou a manhã de na província iraquiana de Anbar, onde conversou com líderes tribais que no ano passado aliaram-se a forças americanas e iraquianas na luta contra a Al-Qaeda no Iraque. O contato com os líderes tribais ocorreu em Ramadi e encerrou a visita de Obama ao Iraque, onde conversou com autoridades locais sobre retirada de tropas e foi informado sobre a situação por comandantes militares americanos.    Obama ressaltou que seu objetivo é não ter mais tropas americanas engajadas em operações de combate no Iraque. Ele ainda voltou a descrever a situação no Afeganistão como "precária e urgente", dizendo que a Al-Qaeda e o Taleban planejam mais ataques contra os EUA. "No Afeganistão e na região da fronteira com o Paquistão, a Al-Qaeda e o Taleban ampliam cada vez mais sua ofensiva contra a segurança o povo afegão e paquistanês, enquanto planejam novos ataques contra os EUA", afirmou.   O democrata segue para Israel ainda nesta terça-feira, onde mais cedo a polícia matou a tiros o motorista palestino de uma escavadeira que jogou o veículo contra carros que passavam no centro de Jerusalém. O ataque aconteceu nas imediações no hotel em que o candidato democrata ficaria hospedado. Obama condenou o atentado e reiterou que sempre apoiará Israel contra o terrorismo.   Desconfiança de Israel   Depois de visitar o Afeganistão e o Iraque, o candidato democrata Barack Obama chega nesta terça-feira a Israel. Segundo a BBC, durante uma visita de um dia e meio, o senador deverá se encontrar com os principais líderes políticos israelenses em Jerusalém. Ele também irá à Ramallah, na Cisjordânia, para se reunir com a liderança palestina.   Pesquisas indicam que, se pudessem participar das eleições americanas, os israelenses votariam em seu adversário, o candidato republicano John McCain. De acordo com uma pesquisa de opinião realizada no início deste mês por professores da Universidade de Tel Aviv e publicada pelo site de noticias Ynet, os israelenses dão preferência clara ao candidato republicano.   Ao responder à pergunta "Entre os dois candidatos, quem seria melhor para Israel?", 46% dos participantes da pesquisa escolheram McCain e apenas 20% apoiaram Obama. Um índice relativamente alto dos entrevistados, 25%, não tinha opinião formada sobre o assunto. A pesquisa foi realizada entre os cidadãos judeus de Israel e não incluiu os cidadãos árabes, que constituem cerca de 20% da população do país.   De acordo com analistas locais, a maioria do público judeu israelense tem resistência a Obama e não confia nele. Entre as razões apontadas para essa resistência está a posição de Obama em favor do diálogo com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que já afirmou que quer a destruição do Estado de Israel.   Outra razão que despertaria a desconfiança de grande parte dos israelenses seria a origem muçulmana de Obama - seu pai era muçulmano, embora ele próprio seja cristão. Os israelenses acham que, se for eleito, Obama será um presidente mais favorável aos palestinos do que o candidato republicano John McCain.

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