Obama deixaria meu pai orgulhoso, diz filha de Luther King

Obama conseguiu o apoio arrasador de 96% dos afro-americanos, segundo as pesquisas a boca-de-urna

EFE,

05 de novembro de 2008 | 13h08

A eleição de um presidente negro nos Estados Unidos nesta terça-feira, 4, deve registrar um recorde da participação negra na escolha do novo presidente dos EUA, além de ter emocionado profundamente a comunidade afro-americana. Obama conseguiu o apoio arrasador de 96% dos afro-americanos, segundo as pesquisas a boca-de-urna, e o fez sem apelar diretamente para o voto racial. Nesse momento histórico, eles festejaram em massa na Filadélfia, Nova York e Chicago a vitória de Barack Obama. Veja também:Em discurso, Obama diz que 'mudança chegou à América' Disputa foi a mais cara de todos os temposTrês fatores decidiram eleição nos EUA Veja o perfil do novo presidenteDisputa foi a mais cara de todasCampanha de Obama fez história Democratas mantêm maioria no Senado Quênia decreta feriado por eleição de ObamaEspecial: Festa por mudançaImagens do dia de votação nos EUA  Trajetória de Obama  TV Estadão: jornalistas analisam a disputa Guterman: Obama é o resgate do 'espírito americano'  Veja a cobertura online  Blog: Brasileiros nos EUA Estadao.com.br na terra dos ObamasDiário de bordo da viagem ao Quênia Veja a apuração das eleiçõesObama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA"Sei que meu pai estaria orgulhoso dos Estados Unidos", declarou a filha de Martin Luther King, Bernice, em entrevista à TV, segundo a agência France Press. "Isso quer dizer que o trabalho pelo qual meu pai e minha mãe se sacrificaram não foi em vão. (...) Me emocionei muito esta noite e chorei, ao escutar o anúncio da vitória de Obama", acrescentou a filha do defensor dos direitos civis, assassinado há 40 anos. "Sonho com que meus quatro filhos vivam um dia em um país no qual não sejam julgados pela cor de sua pele", declarou há 45 anos King em um país muito diferente, no qual a possibilidade de um negro chegar à Casa Branca parecia impossível de se alcançar. A expectativa de especialistas é de que o comparecimento dos negros atinja algo em torno de 24 milhões de votantes. O número, se confirmado, representaria um crescimento de 30% em relação à quantidade de negros que votaram nas eleições presidenciais de 2004.  "Teremos o maior comparecimento de eleitores negros da história", disse Merle Black, professor de ciências políticas da Universidade de Emory, que é especialista em política da região sul dos EUA. Motivada pela possibilidade de colocar o democrata Barack Obama na presidência, a movimentação do eleitorado negro já provocou reflexos em todo o sistema político americano.  Em algumas regiões do país, formou-se um cenário até pouco tempo impensável: Estados como Virgínia, Carolina do Norte e Flórida transformaram-se em colégios competitivos para os democrata, justamente por causa do aumento da participação dos eleitores negros. O Estado da Virgínia, por exemplo, não vota em um candidato presidencial democrata desde de 1964, quando ajudou a reeleger o presidente Lyndon Johnson.

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