Obama deve anular 200 ordens executivas de Bush, diz jornal

Segundo assessor, pesquisa com células tronco e exploração de petróleo estão no alvo do novo governo

Agências internacionais,

10 de novembro de 2008 | 09h16

Os assessores para a transição de governo do presidente eleito Barack Obama já possuem uma lista compilada com cerca de 200 ordens executivas do presidente George W. Bush que podem ser anuladas, entre elas sobre pesquisa com células tronco, exploração de petróleo e gás e outras questões, segundo apontaram congressistas democratas, funcionários da campanha e especialistas da equipe de transição ao jornal Washington Post. Em entrevista para redes de tevês e jornais, o chefe da equipe de transição, John Podesta, disse que a futura administração pode usar esta autoridade para agir rapidamente, sem ter de esperar pelo Congresso.   Veja também: Obama e Bush iniciam transição nesta segunda  Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Um time de dezenas de assessores trabalhou por meses para identificar regulamentações e mudanças de políticas que Obama deve implementar assim que assumir o cargo. Segundo o jornal, o grupo está na fase consultiva, buscando priorizar quais seriam as medidas mais urgentes ou ideologicamente ofensivas. Entre as determinações que devem ser revertidas estão decretos que afetam a legislação ambiental e leis que regulamentam o aborto.   Durante sua legislatura, o presidente Bush vetou um projeto de lei para facilitar a pesquisa com células-tronco, uma posição defendida pelos opositores ao direito do aborto. Obama apóia tais pesquisas em um esforço para encontrar curas para doenças como o mal de Alzheimer. Além disso, Bush autorizou a perfuração de 360 mil acres pertencentes ao estado de Utah para extrair gás e petróleo, ao que se opunham ambientalistas. "Eles querem ter exploração de petróleo e gás em algumas das terras mais sensíveis e frágeis de Utah", disse Podesta. "Eu penso que é um erro."   Podesta afirmou que as pessoas devem esperar que Obama use a autoridade executiva para reverter muitas políticas da administração Bush quando ele tomar posse em janeiro. "Há muito que o presidente pode fazer usando sua autoridade executiva, sem esperar pela ação do Congresso, e eu penso que veremos o presidente fazer isso", afirmou.   Podesta assegurou que a crise econômica não impedirá que Obama cumpra seu compromisso de melhorar os serviços de saúde, a política energética, revise a educação e aprove um corte de impostos à classe média quando assumir o cargo. Ele disse ainda que Obama está trabalhando para montar um gabinete que seja diversificado, incluindo republicanos e independentes, como parte de uma ampla coalização. Outros assessores próximos de Obama também destacaram que até mesmo membros da atual administração poderão servir no futuro governo.   "Eu penso que tudo é uma possibilidade neste momento", disse a co-presidente da equipe de transição de Obama, Valerie Jarrett, para a NBC, quando foi questionada se a nova administração vai considerar manter o secretário de Defesa Robert Gates. "Eu penso que, de certa maneira, montar o gabinete é como um jogo de quebra-cabeças e ele (Obama) quer ter certeza que irá representar a diversidade de nosso país, diversidade em perspectivas, diversidade em raça, diversidade em geografia."   Questionada se a equipe de transição descartaria manter alguns membros da atual administração Jarret respondeu: "Eu não descartaria nada". "Eu penso que o presidente eleito Obama tem uma cabeça aberta. Ele está buscando talentos onde quer que possa encontrar e ele quer selecionar absolutamente a melhor equipe que possa encontrar e a equipe vai trabalhar junta como um todo", disse. "Todas as peças estão sendo reunidas e ele (Obama) vai selecionar a melhor pessoas para cada posição", disse Jarret. "ao longo da campanha, o presidente eleito Obama tem falado sobre a importância do bipartidarismo. Eu estou confiante de que sua administração vai incluir pessoas de todas as perspectivas."

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