Obama deve indicar Paul Volker para novo conselho anticrise

Ex-presidente do Fed pode ser nomeado para acompanhar recessão e estabilizar mercados na coletiva desta 4ª

Agências internacionais,

26 de novembro de 2008 | 09h35

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, dá na quarta-feira mais um passo no sentido de demonstrar que sua futura equipe está disposta a encarar os problemas econômicos globais. Pelo terceiro dia seguido, Obama pretende realizar mais um grande anúncio econômico a partir das 13h45 (hora de Brasília), dominando o noticiário político durante a semana de Ação de Graças. De acordo com o The Wall Street Journal, Obama deverá nomear o ex-presidente do Fed, Paul Volker, presidente de um novo conselho da Casa Branca encarregado de ajudar o país a sair da recessão e de estabilizar os mercados financeiros, disseram fontes democratas.   Veja também: Governo Obama começa a formar time de Segurança Nacional Para Obama, revisão do orçamento dos EUA é 'necessidade' O gabinete do presidente eleito   Citando fontes democratas, o jornal noticiou em seu site que o economista da Universidade de Chicago e consultor de Obama Austan Goolsbee será o chefe de equipe da comissão, que não substituirá as atribuições do Tesouro, mas dará ao presidente consultoria especializada fora dos canais burocráticos. Obama, que toma posse em 20 de janeiro no lugar de George W. Bush, já parece estar assumindo as rédeas, pois o mercado cada vez mais presta atenção no futuro líder, e não no atual ocupante da Casa Branca.   O novo painel, chamado de Conselho Consultivo do Presidente para Recuperação Econômica, foi modelado a partir do Presidents Foreign Intelligence Advisory Board (PFIAB) - grupo consultivo de inteligência estratégica ligado à Casa Branca, criado pelo então presidente Dwight Eisenhower, no auge da Guerra Fria, quando as autoridades estavam preocupadas com a inadequação da estrutura burocrática existente para ajudar os EUA a lidar com as ameaçadas da União Soviética. A crise financeira trouxe preocupações similares, de que o governo não está apropriadamente organizado para monitorar e responder aos mercados financeiros domésticos.   O conselho não deverá assumir o papel de decidir as políticas que o Tesouro e outros órgãos do governo terão de adotar, mas colocar disponível ao presidente um fórum oficial para discussões e aconselhamento de peritos fora dos canais burocráticos. O conselho irá regularmente oferecer suas visões ao presidente. A tarefa do conselho será ampla: ajudar a desenhar e implementar programas de curto prazo para dar partida na economia, aumentar os salários e melhorar o padrão de vida dos cidadãos, e enfrentar a crise do setor imobiliário. Irá também cuidar da delicada tarefa de ampliar o monitoramento de Washington nos mercados financeiros.   Além das nomeações econômicas, Obama também está perto de concluir a sua equipe de segurança nacional. A imprensa diz que o republicano Robert Gates será mantido no Departamento de Defesa, e que o general da reserva dos Fuzileiros Navais James Jones será o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca. Essas indicações - junto com a de Hillary Clinton como secretária de Estado - devem ser confirmadas no começo da semana que vem, depois do feriado do Dia de Ação de Graças (dia 27).   (Com Agência Estado, Dow Jones e Reuters)

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