Obama devolverá esperança aos EUA, diz Caroline Kennedy

Única filha viva do ex-presidente John Kennedy compara democrata a seu pai e diz acreditar em sua vitória

Efe,

22 de outubro de 2008 | 16h31

Caroline Kennedy, única filha viva do ex-presidente americano John Fitzgerald Kennedy (1961-1963), acredita que uma vitória do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, nas próximas eleições devolveria a esperança ao país, assim como fez seu pai. "Acho que nos motivará como fez o presidente Kennedy", disse ela em entrevista à Agência Efe. Caroline, de 50 anos, afirmou ver em Obama "a mesma classe de compromisso, paixão e liderança" que a de seu pai, assassinado em novembro de 1963.   Para Caroline, que liderou o processo de escolha do candidato à vice-presidente dos EUA na chapa de Obama, essas qualidades conduzirão o país por um novo caminho e ajudarão os americanos a "se sentirem bem novamente" com sua nação.     Veja também: McCain segue para Estados democratas; Obama mira na Virgínia Obama abre vantagem de dois dígitos sobre McCain 'Tenho mais experiência do que Obama', diz Sarah Palin Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Em sua opinião, Obama, líder nas pesquisas de intenções de voto, motivará toda uma nova geração de americanos e "a comunidades que não se sentiram envolvidas (na política), que não se sentiram importantes, como os jovens, os afro-americanos, os hispânicos e alguns idosos."   E as pesquisas confirmam a habilidade do democrata para entusiasmar as massas. Segundos os números divulgados nesta terça-feira pelo Pew Center, 71% dos eleitores entrevistados disseram que Obama é um político que motiva, contra 37% que afirmaram o mesmo do candidato republicano John McCain.   Caroline Kennedy também comparou o espírito visionário de seu pai ao impulsionar a corrida espacial que permitiu a chegada do homem à Lua com os planos de Obama para solucionar problemas como a dependência energética do país.   Obama recebeu também de membros da família Kennedy, como o senador Ted Kennedy e Ethel Kennedy, viúva de Robert Kennedy, que assim como o irmão John, morreu assassinado quando concorria à Casa Branca. "Um homem como este só surge uma ou duas vezes a cada 100 anos. Espero que votem nele", afirmou Ethel Kennedy, de 80 anos, no início de outubro.   Historiadores também vêem paralelismos entre John Kennedy e o jovem senador por Illinois, de 47 anos, além de similaridade entre a campanha de 2008 e a de 1960, quando o primeiro disputou a Casa Branca com Richard Nixon. "As maiores semelhanças são entre John Kennedy e Obama. Em ambos os casos, um jovem senador desafia o histórico de um presidente em seu segundo mandato enquanto uma recessão ameaça a economia", diz Hilty, lembrando ainda que assim como Kennedy, Obama articulou sua campanha em torno da mensagem de mudança.   Para James Giglio, professor emérito da Universidade do Missouri e autor de seis livros, tanto Kennedy nos anos 60 quanto Obama hoje conseguiram atrair os eleitores mais jovens para sua causa com o objetivo explícito de impulsionar os EUA rumo a um futuro melhor.

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