Obama discute cooperação com o premiê iraquiano

Presidente eleito reitera promessa de retirada responsável das tropas americanas em missão no país

Agências internacionais,

04 de dezembro de 2008 | 08h25

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou em uma conversa telefônica com o primeiro-ministro Nouri al-Maliki que mantém o compromisso de uma retirada responsável das tropas norte-americanas do Iraque. Um comunicado sobre o telefonema realizado na quarta-feira, 3, foi divulgado pelo governo iraquiano.   Veja também: Obama indica ex-rival Bill Richardson para o Comércio Temendo trote, congressista desliga telefone na cara de Obama Richardson admira etanol brasileiro CIA tem se mostrado maior teste de Obama O gabinete do presidente eleito   O escritório de Maliki informou que Obama agradeceu ao primeiro-ministro por sua atuação para aprovar no Legislativo um pacto de segurança que estabelece um cronograma de três anos para a retirada completa das tropas dos EUA. Obama afirmou respeitar a soberania do Iraque e manteve o compromisso da saída responsável das forças norte-americanas. O presidente eleito, que venceu as eleições há um ano, considera que os recursos dos EUA no Iraque devem ser reduzidos, a fim de utilizá-los no Afeganistão.   No início desta semana, ao anunciar a permanência do secretário de Defesa do presidente George W. Bush, Robert Gates, Obama afirmou que daria ao atual chefe do Pentágono uma nova missão: "encerrar responsavelmente a guerra no Iraque, através de uma bem-sucedida transição para o controle iraquiano", referindo-se a uma promessa de campanha. "Gates dará as coordenadas", afirmou o presidente eleito. "Minha primeira prioridade é ter certeza que as nossas tropas estarão seguras nessa transição, e o povo iraquiano também". Obama disse ainda que acredita que as tropas americanas no Iraque deixarão o país nos 16 primeiros meses do novo governo, mas que pretende ouvir os conselhos dos seus comandantes militares.   Robert Gates, secretário de Defesa de George W. Bush desde 2006, é considerado uma voz moderada dentro do governo republicano e pode representar um sinal de continuidade. Ele ainda foi diretor da agência americana de inteligência CIA entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush, pai do atual presidente. É um dos principais defensores da guerra no Iraque.

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