Obama dispara na disputa democrata pela Casa Branca

Senador abre 14 pontos de vantagem sobre Hillary Clinton; pré-candidato ainda vence McCain na pesquisa

Reuters,

20 de fevereiro de 2008 | 11h43

Barack Obama abriu uma grande vantagem de 14 pontos sobre Hillary Clinton na disputa pela indicação democrata à Casa Branca, segundo uma pesquisa Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira, 20. O senador também supera o republicano John McCain, que tem a candidatura praticamente assegurada, na simulação para a eleição geral de novembro, enquanto Hillary aparece atrás do virtual candidato governista - o que reforça o argumento de Obama de que ele é o democrata mais qualificado para vencer.   Obama ganha força para 'duelo final' com Hillary Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Depois de vencer na terça-feira em Wisconsin e no Havaí, acumulando agora dez triunfos consecutivos, Obama ruma para as importantes primárias do dia 4 em Ohio e Texas. A pesquisa mostra que em nível nacional, e Obama tem 52% da preferência do eleitorado contra 38% de Hillary. No mês passado, os dois senadores apareciam em empate técnico.   Obama também lidera em termos de delegados já comprometidos com sua candidatura na convenção nacional democrata de agosto, que indicará o candidato à eleição de novembro.   "Obama está com as melhores cartas e dá para ver claramente seu impulso nos números nacionais", disse o estatístico John Zogby. "É isso que acontece quando se ganha um monte de primárias seguidas - ou talvez seja por isso que se ganha um monte de primárias seguidas."   Segundo a pesquisa, Obama supera Hillary entre democratas registrados e entre leitores independentes; em todas as faixas etárias, exceto os mais velhos; e em todas as faixas de renda, exceto entre os que ganham menos de US$ 25 mil por ano. O senador, que é negro, tem uma estreita vantagem entre o eleitorado branco, e ampliou a liderança entre os homens. Entre as mulheres, ele aparece empatado com Hillary. Entre os negros, tem cerca de 80% dos votos. Já Hillary atrai dois terços dos hispânicos, que formam um eleitorado importante no Texas.   Na simulação para novembro, Obama supera McCain por 47-40%, com vantagem entre os independentes e em todas as faixas etárias (exceto os eleitores acima de 70 anos), e em todas as regiões, exceto o Sul. No outro cenário, McCain bate Hillary por 50-38%. O senador supera a ex-primeira-dama em todas as regiões, entre os independentes e em todas as faixas etárias.   "Ao menos por enquanto, esses números sugerem que Obama tem o potencial de construir uma coalizão mais forte para a eleição geral do que (Hillary) Clinton. Eles também sugere que Clinton teria de avançar muito."   A pesquisa foi feita entre quarta-feira passada e sábado, antes, portanto, da polêmica do fim de semana sobre o fato de Obama ter usado num discurso frases de um amigo, sem citar o crédito. A sondagem ouviu 494 prováveis eleitores democratas das primárias e 434 prováveis eleitores republicanos das primárias. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para os democratas e 4,8 pontos percentuais para os republicanos.   Décima vitória   Embalado por mais duas vitórias expressivas, Barack Obama se prepara para novas disputas que podem ser decisivas em seu duelo com Hillary Clinton pela indicação do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. O senador venceu na terça-feira as prévias de Wisconsin e Havaí, e acumula agora 10 triunfos sucessivos, ampliando sua liderança em número de delegados para a convenção partidária nacional.   Enquanto recebiam os resultados da terça-feira, Obama e Hillary já estavam focados nas primárias de 4 de março em dois dos maiores Estados, Texas e Ohio, que juntos levam 334 delegados à convenção. Hillary aposta praticamente todas as fichas da sua candidatura nesses dois Estados.   "A mudança que buscamos ainda está a meses e milhas de distância, e precisamos do povo do Texas para nos ajudar a chegar lá", disse Obama em um comício a 18 mil simpatizantes em Houston, já depois de ser declarado vencedor em Wisconsin.   O republicano John McCain também venceu em Wisconsin, ficando ainda mais perto de obter a indicação do partido governista para a eleição geral de 4 de novembro. Mirando em Obama como possível adversário, McCain disse: "Vamos nos arriscar à liderança confusa de um candidato inexperiente? Vou lutar a cada momento de cada dia desta campanha para garantir que os norte-americanos não sejam iludidos por um apelo por mudanças eloqüente, mas vazio, que promete não mais do que tirar férias da história."   Obama também atacou o republicano, lembrando do seu apoio às políticas econômicas do governo Bush e à guerra do Iraque. "Ele representa as políticas de ontem, e queremos ser o partido do amanhã", afirmou.

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