Obama diz que Afeganistão precisa de mais tropas americanas

Durante visita ao país, candidato democrata disse que situação do Afeganistão é 'precária e urgente'

EFE

20 de julho de 2008 | 19h47

O provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que é necessário enviar mais tropas americanas ao Afeganistão para intensificar a luta contra a Al Qaeda e os talibãs.   O senador por Illinois se referiu a este tema em uma entrevista concedida do Afeganistão à rede de televisão americana "CBS". Obama, que iniciou neste fim de semana uma viagem que ainda o levará a Iraque, Jordânia, Israel, Cisjordânia, Alemanha, França e Reino Unido, disse que a situação no Afeganistão é "precária e urgente".   O democrata destacou que, devido a essa situação, Washington deveria começar a transferir mais tropas do Iraque para o Afeganistão. A entrevista à rede de TV americana aconteceu  pós o encontro entre Obama e o presidente afegão, Hamid Karzai.   "Temos que entender que a situação é precária e urgente aqui no Afeganistão e acho que este deve ser o objetivo central, a frente primordial, em nossa batalha contra o terrorismo",  eclarou o senador, que se reuniu também com comandantes militares americanos na região.   Obama quer enviar duas brigadas adicionais - aproximadamente sete mil soldados - ao Afeganistão. "Existe um consenso crescente de que é o momento de retirar algumas de nossas tropas de combate do Iraque, desdobrá-las no Afeganistão (...). Agora é o momento de fazer isso", apontou.   O candidato também falou da necessidade de o Paquistão adotar medidas mais contundentes contra campos de treinamento para terroristas na fronteira com o Afeganistão.   "Acho que o Governo americano oferece uma quantidade de ajuda enorme ao Paquistão, um grande respaldo militar", disse Obama. O democrata ressaltou que é necessário enviar "uma mensagem clara" ao Paquistão de que a luta antiterrorista é tão importante para eles como para os Estados Unidos.   "Acho que essa mensagem não foi enviada", afirmou. O almirante Michael Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, assegurou hoje, em uma entrevista ao canal de televisão "Fox News", que a situação no Afeganistão não é boa, mas também não é preocupante. "Não diria de maneira alguma que estamos perdendo no Afeganistão", disse o almirante.

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