Obama diz que situação no Afeganistão é 'precária e urgente'

Em viagem, candidato democrata diz que conflito no país deveria ser o foco dos EUA na batalha contra o terror

Agências internacionais,

20 de julho de 2008 | 13h01

O virtual candidato à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo, 20, que a situação no Afeganistão é "precária e urgente" e pediu para que mais tropas americanas sejam enviadas para o conflito em breve. O democrata reuniu-se com o presidente afegão Hamid Karzai, em seu segundo dia de visita ao país, realizada com o objetivo de demonstrar a competência de Obama em política externa.   Veja também: Obama se encontra com Karzai no Afeganistão  Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Nós temos que entender que a situação é precária e urgente e acredito que isso deve ser o foco central, o fronte central na batalha contra o terrorismo", disse Obama em entrevista para a CBS. O candidato democrata acredita ainda que o número de soldados americanos no país deve aumentar e que os EUA deveriam começar a planejas desde já a retirada dos militares do Iraque e do Afeganistão. "Acho que a situação é urgente o suficiente para começarmos a fazer algo agora", afirmou.   O Afeganistão é o primeiro país no giro internacional de Obama, que ainda viajará para Iraque, Jordânia, Israel, Alemanha, França e Reino Unido. Senador pelo Estado de Illinois, Obama está em Cabul como membro de uma equipe parlamentar americana. Segundo a BBC, apesar disso, a publicidade em torno da visita e os cuidados com a segurança de Obama eram típicos de uma visita de um virtual candidato a presidente, não de um senador.   Pela manhã, Obama tomou café com tropas americanas e autoridades afegãs. De acordo com o porta-voz da presidência afegã, Humayun Hamidzada, Obama e Karzai discutiram questões referentes a terrorismo, drogas e corrupção. "Foram discutidas várias questões a nível geral, não em detalhes, mas o senador Obama transmitiu seu compromisso em apoiar o Afeganistão e continuar a lutar contra o terrorismo com vigor se for eleito", disse o porta-voz.   Na semana passada, em uma entrevista à rede CNN, o senador criticou o líder afegão."Eu acredito que o governo de Karzai não esteja saindo do bunker e fazendo o suficiente para reconstruir as instituições do país", disse Obama. No entanto, em uma entrevista a jornalistas na sexta-feira, pouco antes de embarcar para o Afeganistão, Obama disse que estaria "mais interessado em ouvir do que falar com líderes afegãos e iraquianos".   Karzai já foi o queridinho do Ocidente, mas agora enfrenta críticas crescentes em casa e no exterior por não adotar medidas duras para coibir a corrupção desenfreada e combater antigos senhores de guerra e a produção de drogas em níveis recordes - fatores que alimentam a insurgência do Taleban, que está crescendo.   Durante as visitas, Barack Obama buscará reforçar suas credenciais em política externa, um dos pontos vulneráveis de sua candidatura. Uma pesquisa de opinião realizada recentemente pelo jornal Washington Post e a rede ABC, apontou que 72% dos americanos acreditam que o virtual candidato republicano, John McCain, sabe o bastante de política externa para se tornar presidente. Já o índice de confiança dos eleitores em Obama em relação a seu domínio de assuntos internacionais foi de 56%.

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