Obama é acusado de retaliar jornalistas que apoiaram McCain

Candidato democrata deixou e fora de seu avião três jornais que apoiaram seu concorrente

Efe

31 de outubro de 2008 | 20h52

O aspirante democrata à Casa Branca, Barack Obama, deixou de fora de seu avião três jornalistas que trabalham para jornais que apoiaram em seus editoriais a candidatura de seu adversário republicano, John McCain.   Veja também: 'Economist' declara apoio a Obama para presidente dos EUA Pesquisa indica que McCain pode perder em seu estado, Arizona Al Gore e Schwarzenegger entram na campanha presidencial Seria 'extraordinário' se EUA elegessem um negro, diz Lula 'Economist' declara apoio a Obama Obama amplia vantagem e tem 11 pontos sobre McCain Uma piscada que pode custar caro para Obama Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   A campanha explicou que o restrito número de lugares no avião obrigou Obama a tomar a difícil decisão de quais repórteres o acompanhariam nos últimos quatro dias da campanha.   Os periódicos afetados (The Washington Times, o New York Post e o Dallas Morning News) dizem que viraram vítimas devido às posições de seus editoriais, enquanto publicações não políticas como Glamour continuam a bordo.   "Pagamos todo este tempo para viajar e cobrir Obama. Esta é uma questão de justiça básica. Dedicamos muitos recursos e estivemos cobrindo Obama desde o começo", disse John Solomon, diretor-executivo do Washington Times, em declarações à rede de televisão ABC.   Solomon insistiu em que a própria campanha reconheceu que o jornalista do Times tinha feito um trabalho justo.   "Cobrimos (Obama) desde 2007 e pagamos nossas contas. Cobrimos Obama por mais tempo e lhe demos mais cobertura que muitas outras pessoas que ganharam lugares" no avião, afirmou.   O jornalista destacou que a maioria dos leitores do jornal são da Virgínia, um estado importante nestas eleições presidenciais.   "Não estão nos punidos, e sim punindo eles mesmos", afirmou o diretor do periódico, que, de qualquer forma, pretende enviar o repórter por sua conta para que continue cobrindo a campanha.   "Infelizmente a procura de lugares no avião durante esta semana final superou a oferta e, devido a assuntos logísticos, tomamos a decisão de não acrescentar uma segunda aeronave", explicou a assessora de Obama Anita Dunn.   O Dallas Morning News, que tem uma circulação diária de 300 mil exemplares, reconheceu que não cobriu a campanha durante tanto tempo quanto alguns dos outros rotativos.   Os responsáveis do jornal, no entanto, afirmaram estar decepcionados com o fato de que revistas como Glamour tenham conseguido lugar no avião.   Col Allan, editor-chefe do New York Post, afirmou que, no periódico, os jornalistas estão satisfeitos de estar "olhando a partir de fora".   Diversos jornais, incluído o New York Times durante o mandato do atual inquilino da Casa Branca, George W. Bush, se queixaram no passado de que as campanhas os tiram de seus aviões, em sinal de vingança por sua cobertura.

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