Obama e chanceler alemã discutem guerra e economia

Porta-voz do governo afirma que soluções de questões mundiais importantes são foco do encontro em Berlim

Reuters e Associated Press,

24 de julho de 2008 | 10h41

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, tiveram conversas "muito francas" sobre o Irã e o Afeganistão, assim como sobre a relação transatlântica entre os dois países, segundo afirmou o porta-voz alemão nesta quinta-feira, 24. O senador desembarcou na Alemanha para a jornada européia de sua visita a aliados de Washington e deve pronunciar um esperado discurso sobre relações euro-americanas.   Veja também: Berlim espera 100 mil para discurso de Obama Obama tem vantagem de 6 pontos sobre McCain Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Logo depois de chegar ao aeroporto de Tegel, Obama foi levado para uma reunião particular com Merkel na sede do governo alemão, situada de frente para o Parlamento. Centenas de curiosos e turistas se reuniram em frente à Chancelaria para presenciar a chegada do candidato americano. Berlim é a primeira escala da fase européia de um tour que já levou Obama ao Afeganistão, ao Iraque, a Israel e à Jordânia. Depois da Alemanha, o senador americano deverá visitar a França o Reino Unido.   Merkel e Obama discutiram temas de política exterior, como Irã, Afeganistão, Paquistão e o processo de paz no Oriente Médio, segundo precisou o porta-voz da chanceler alemã Ulrich Wilhelm. Os dois mantiveram uma conversa "bastante aberta e abrangente" sobre a parceria econômica transatlântica, questões energéticas e climáticas, a situação da economia mundial e a cooperação internacional para a busca por "soluções de questões importantes para o mundo". Wilhelm disse que Merkel e Obama enfatizaram "a grande importância das relações próximas e amistosas entre Alemanha e Estados Unidos" e que a conversa transcorreu numa "atmosfera muito boa".   Em Berlim, no único discurso que fará na Europa, o candidato democrata deve pedir que a Europa se empenhe mais em locais de conflito, como o Afeganistão. Obama vai falar na "Coluna da Vitória", no parque Tiergarten. O evento deve atrair milhares de pessoas e está sendo comparado pela imprensa local ao célebre discurso de 1963 em que o então presidente dos EUA, John Kennedy, dizia ser simbolicamente um cidadão de Berlim, cidade então dividida pelo Muro.   "Tomara que (o discurso) seja visto como uma articulação substancial do relacionamento que eu gostaria de ver entre Estados Unidos e Europa", disse Obama a jornalistas antes de deixar Israel. "Espero comunicar para o outro lado do Atlântico o valor dessa relação e como precisamos aprimorá-la", acrescentou   Em 2003, Alemanha e EUA viveram seu momento de maior distanciamento político desde a Segunda Guerra Mundial, devido à oposição do governo alemão da época à guerra do Iraque. Já Merkel, uma conservadora criada na antiga Alemanha Oriental, se empenha para restaurar esses laços e se tornou uma das maiores aliadas do governo de George W. Bush na Europa.   Sorrindo e falando amenidades, ela e Obama apertaram as mãos na Chancelaria antes da conversa formal. Antes de embarcar para Paris, na sexta-feira, Obama também deve se encontrar com o ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e com o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit.

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