Obama e Hillary se enfrentam no Mississippi, e então descansam

Disputa entre pré-candidatos continua acirrada, o que pode deixar decisão nas mãos dos superdelegados

Efe,

10 de março de 2008 | 15h36

Os pré-candidatos democratas à presidência norte-americana, Barack Obama e Hillary Clinton, se enfrentam nesta terça-feira, 11, no Estado do Mississippi nas últimas primárias antes de uma pausa de seis semanas, durante a qual o partido tentará encontrar uma saída para a definição de seu candidato.   Veja também:  Obama descarta ser companheiro de chapa de Hillary  McCain aproveita trégua republicana para ampliar doações  Confira a disputa em cada Estado   Conheça a trajetória dos candidatos  Cobertura completa das eleições nos EUA     Obama, que participa nesta segunda-feira, 10, de vários atos eleitorais no Mississippi, é considerado o favorito nas primárias de terça-feira, o que pode lhe permitir consolidar o impulso que obteve após sua vitória no caucus de Wyoming, no sábado. Hillary, que já fez campanha no Mississippi na semana passada, preferiu agora se dedicar à Pensilvânia, o último grande Estado em disputa e que terá primárias em meados de abril.   Nenhum especialista político da história recente lembra de uma pausa tão grande durante o processo de prévias nos Estados Unidos, o que pode fazer diferença em uma campanha tão intensa e acirrada como a atual, na qual a imprensa - em todas as suas formas - precisa de informações novas a todo instante.   Entretanto, a principal preocupação do Partido Democrata é a situação de estagnação da seleção de seu candidato, e que não será resolvida após as primárias no Mississippi ou na Pensilvânia, nas quais apenas 33 e 158 delegados estão em jogo, respectivamente.   Isso pode deixar a decisão nas mãos dos quase 800 superdelegados, algo que os dirigentes do Partido Democrata querem evitar a todo custo. Segundo a última apuração da rede de televisão CNN, Obama tem 1.527 delegados e Hillary, 1.428. Para obter a candidatura, são necessários 2.025.   Uma opção seria repetir as primárias em Michigan e na Flórida, dois Estados que anteciparam suas primárias para janeiro sem ter autorização do partido, que, por isso, os proibiu de enviarem seus delegados à convenção democrata, em agosto.   Entretanto, há a impressão de que os delegados destes dois Estados podem ser necessários para desempatar a disputa entre Obama e Hillary.   Segundo o governador da Flórida, o republicano Charlie Crist,  pede a repetição das primárias locais, mas não está disposto a assumir os custos de quase US$ 25 milhões que envolvem este processo. O presidente do comitê nacional do Partido Democrata, Howard Dean, disse que a legenda também não quer gastar nestas primárias um dinheiro destinado a financiar a luta contra o candidato republicano.   A forma mais barata de realizar o pleito novamente seria usar o voto por correio, o que evitaria a organização de mesas e colégios eleitorais. A repetição das prévias em Michigan e na Flórida pode favorecer Hillary, que vê uma oportunidade de ouro para encurtar a distância em relação a Obama, já que 313 delegados estarão em jogo nos dois Estados - nos quais a ex-primeira-dama ganhou com folga em janeiro.   Por isso, alguns dos fervorosos defensores da senadora, como o governador de Nova Jersey, Jon Corzine, e o da Pensilvânia, Ed Rendell, se ofereceram para arrecadar o dinheiro necessário para financiar a repetição das primárias, conscientes de que este pode ser o golpe final contra a pré-candidatura de Obama.

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