Obama e McCain alertam Rússia para conseqüências do conflito

Esforços russos para ingresso na OMC precisam ser revistos, diz democrata; republicano pede reunião da Otan

Reuters,

11 de agosto de 2008 | 21h44

Os candidatos à Presidência americana John McCain e Barack Obama advertiram a Rússia nesta segunda-feira, 11, sobre as possíveis conseqüências do conflito com a Geórgia, iniciado na última sexta-feira. "O presidente russo (Dmitry) Medvedev e o primeiro-ministro (Vladimir) Putin precisam entender as conseqüências negativas que as ações de seu governo irão trazer ao relacionamento da Rússia com os Estados Unidos e Europa", declarou o candidato republicano. Por sua vez, seu rival democrata reiterou o pedido pela retirada das tropas russas e afirmou que os esforços do país para a entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) precisam ser revistos.   Veja também: Geórgia reagrupa tropas para defender capital Entenda o conflito separatista na Geórgia Roberto Godoy e Cristiano Dias comentam o conflito Imagens feitas direto da capital da Geórgia  Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Galeria de fotos do conflito  Cobertura completa das eleições nos EUA    A Geórgia é um aliado próximo de Washington e contou com ajuda militar e treinamento dos Estados Unidos, forte defensor entrada de Tbilisi na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), apesar da nítida oposição russa.   Para McCain, a intenção da Rússia é derrubar o governo pró-Ocidente da Geórgia, mais do que apenas restaurar o status quo militar na província separatista de Ossétia do Sul como antes do conflito. Ele pediu que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, viaje à Europa "para estabelecer uma posição comum da OTAN que aponte para o fim da guerra e apóie a soberania da Geórgia."   O senador republicano pediu ainda que o Conselho da Otan convoque uma reunião de emergência para exigir um cessar-fogo e começar a discutir uma força de paz internacional para Ossétia do Sul e as implicações futuras do relacionamento do organismo com a Rússia.   Obama lembrou que "o relacionamento entre a Rússia e o Ocidente é longo e complicado. Houve muitas reviravoltas, para o bem e para o mau. Essa é outra reviravolta."   "Nós devemos reunir outros fóruns internacionais para condenar essa agressão, pedir o fim imediato dessa violência e rever nossas posições multi e bilaterais com a Rússia - incluindo o interesse (de Moscou) para entrar na OMC", avaliou o candidato democrata à imprensa.   Ao retornar dos Jogos Olímpicos de Pequim, o presidente George W. Bush colocou a crise no Cáucaso no topo de sua agenda. Em um discurso em Washington nesta segunda-feira, o líder americano pressionou a Rússia para aceitar uma trégua imediata e retirar suas tropas da região dos conflitos.   A operação russa - justificada por Moscou como um ato em defesa dos cidadãos russos na Ossétia do Sul - começou em resposta à ofensiva georgiana na província, que declarou sua independência de Tbilisi após o fim da União Soviética e não teve a soberania reconhecida.

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