Obama e McCain devem arrecadar mais de US$ 1 bilhão

Democrata já levantou mais de US$ 600 milhões; cifras fazem desta eleição a mais cara da história dos EUA

Efe,

23 de outubro de 2008 | 17h58

A máquina de arrecadar dinheiro do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, permitirá que pela primeira vez os candidatos presidenciais, ele e seu rival republicano, John McCain, superem a marca de US$ 1 bilhão. Obama apresentará nesta quinta-feira, 23, à Comissão Federal Eleitoral sua arrecadação da primeira quinzena de outubro, que se espera que ajude a marcar outro recorde na campanha mais cara da história.   Veja também: Eleitores da Flórida comparecem em massa a votação adiantada McCain evoca populismo na Flórida; Obama vai ao Havaí Obama mantém liderança em três Estados-chave, diz pesquisa Enquete: Você votaria em John McCain ou Barack Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Os dois arrecadaram um total de US$ 961 milhões entre janeiro e setembro, dos quais mais de US$ 600 milhões correspondem a Obama. É esperado que o democrata impulsione este número para acima de US$ 1 bilhão com seus números de outubro.   Ao contrário de seu oponente democrata, McCain se ateve ao financiamento federal. Ele deve contar com um total de US$ 84,1 milhões para gastar entre o fim da Convenção Republicana, no início de setembro, até o dia das eleições, 4 de novembro. Sua única fonte adicional de financiamento é o Comitê Republicano.   O Center for Responsive Politics, um centro de estudos com sede em Washington, antecipa que estas serão as eleições presidenciais mais caras da história. A campanha de Obama, que arrecadou uma média de US$ 208.333 por hora no mês passado, parece estar bem equipada e pede agora a seus seguidores somente US$ 10 adicionais.   "A corrida está empatada em um número de Estados-chave e temos que tomar nossas últimas e difíceis decisões que dependerão dos recursos que tenhamos" à meia-noite desta quinta, diz um e-mail da campanha democrata enviado aos militantes, no qual se pede a doação de US$ 10.   A campanha tem até um dia antes das eleições - 3 de novembro - para arrecadar dinheiro, mas a reunião desta noite com a Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) transformou-se em uma boa oportunidade para solicitar mais fundos.   Obama arrecadou em setembro US$ 150 milhões, número mensal recorde nos pleitos presidenciais americanos. Seu êxito foi possível graças ao bom manejo de internet para conseguir contribuições de US$ 3,1 milhões, que doaram em torno de US$ 600 milhões entre janeiro e o final de setembro.   Embora menos visíveis, os doadores multimilionários também estiveram presentes na campanha. O Partido Democrata, que pode receber contribuições maiores que a campanha do candidato, criou em meados de julho um grupo especial, batizado como o Comitê pela Mudança, para atrair as contribuições dos mais endinheirados.   Esse comitê injetou milhões de dólares aos diretórios estaduais dos partidos e às operações da campanha de Obama nas distintas partes do país, segundo uma análise publicada nesta quarta-feira pelo jornal The Washington Post.   O Post, que analisou os números da Comissão Federal Eleitoral lembra, além disso, que só um quarto dos 3,1 milhões de doadores realizaram contribuições de US$ 200 ou menos. A contribuição máxima à campanha é de US$ 2.300.   Milionários para Obama   Apesar de seus rivais republicanos o qualificarem como "socialista", as pesquisas mostram que, enquanto os ricos preferem McCain, os milionários se inclinam por Obama.   Uma pesquisa publicada neste mês pela empresa Prince & Associates indica que enquanto os eleitores com US$ 1 milhão a US$ 10 milhões preferem o republicano, enquanto os que têm US$ 30 milhões ou mais se inclinam pelo democrata.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.