Obama e McCain se enfrentam no primeiro debate presidencial

Republicano pedia adiamento do evento para discutir plano econômico; política externa é foco da discussão

Agências internacionais,

26 de setembro de 2008 | 20h42

O candidato republicano John McCain anunciou nesta sexta-feira, 26, que participará primeiro dos três debates contra seu adversário democrata na disputa pela Casa Branca, Barack Obama, revertendo seu apelo pelo adiamento do encontro para que ele pudesse participar das negociações no Congresso para a aprovação do pacote para socorrer a crise financeira americana. Assessores disseram que ele avaliou que já há progressos suficientes para que ele participe do evento marcado para as 22h (horário de Brasília) na Universidade do Mississippi.   Veja também: Em anúncio, McCain vence debate que não ocorreu Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    Com duração prevista de 90 minutos, a programação do debate é a política externa e a segurança nacional, mas a crise financeira domina a campanha nas últimas duas semanas e quase certamente será discutida também. O mediador do encontro, Jim Lehrer, fará a Obama a primeira pergunta - a ordem foi decidida na terça-feira. A audiência do debate na televisão deve ultrapassar os 100 milhões de americanos, que avaliarão os dois candidatos durante a disputa retórica por quem será o melhor presidente do país. Nas últimas três décadas, os debates se tornaram um dos mais decisivos eventos da eleição americana. Neste ano, o interesse do eleitorado é tão grande que a audiência pode ser maior do que a transmissão do Super Bowl, o campeonato nacional de futebol americano.   Tanto os assessores de Obama e McCain consideram que o debate pode decidir quem vencerá na eleição de novembro. Segundo o The Washington Post, cientistas políticos afirmam que os debates ajudaram a eleger Bill Clinton em 1992 e George W. Bush em 2000. Quando os representantes dos candidatos se encontraram em Oxford, na terça-feira, para disputas na moeda quem começaria a discussão, nenhum dos partidos queria iniciar o evento, segundo uma fonte próxima do processo de escolha.   Pelas novas regras deste ano, o debate será dividido em questões de nove minutos. O moderador iniciará a discussão e dará dois minutos para que cada candidato responda. Em seguida, inicia uma "discussão" de cinco minutos. O mediador pode complementar a questão e os candidatos poderão fazer perguntas um ao outro.   O candidato republicano chegou a dizer que só compareceria no evento se o Congresso aprovasse o plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo americano na semana passada. Mas Obama disse que preferia que o debate fosse realizado e argumentou que o povo americano tem o direito de saber o que o futuro presidente tem a dizer sobre a crise. Caso McCain não aparecesse, segundo fontes democratas, Obama transformaria o debate em um encontro com eleitores, onde o candidato responderia a perguntas da platéia ou do mediador.   Estão previstos outros dois debates entre Obama e McCain, e um entre os candidatos a vice - o democrata Joe Biden e a republicana Sarah Palin. O segundo debate entre os candidatos presidenciais será realizado no dia 7 de outubro na Universidade Belmont. O último ocorrerá em 15 de outubro em Long Island, na Universidade Hofstra. Os candidatos a vice-presidente debaterão em Saint Louis em 2 de outubro.   A Universidade do Mississippi, que organizou o debate, afirmou que o prejuízo com a ausência de McCain seria de US$ 5 milhões. A campanha republicana propôs adiar o primeiro confronto entre os dois para terça-feira, quando será realizado o debate entre os candidatos a vice-presidente - o democrata Joe Biden e a republicana Sarah Palin. O debate entre Biden e Palin seria adiado para uma data posterior, ainda não definida. Segundo analistas, o objetivo de McCain seria preservar Palin de um confronto com Biden.

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