Obama e McCain trocam acusações sobre Al-Qaeda

Democrata diz que organização começou a atuar no Iraque após a invasão americana

Efe,

28 de fevereiro de 2008 | 04h01

Os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos John McCain e Barack Obama trocaram nesta quarta-feira, 27, acusações sobre a presença da Al-Qaeda no Iraque.  Veja também:McCain e Obama aparecem empatados em pesquisaEquilíbrio em debate marca derrota de HillaryEx-amante leiloará fitas de conversas com Clinton Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Em uma conversa com jornalistas em Tyler (Texas), McCain, o provável candidato presidencial do Partido Republicano nas eleições de novembro, perguntou se Obama não sabia que a Al-Qaeda havia transformado o Iraque em uma base de operações. McCain, que apóia a presença militar dos EUA nesse país, se referia a uma declaração do senador por Illinois na qual assinalou que "se fosse presidente, se reservaria o direito de intervir se a Al-Qaeda estivesse no Iraque". "E se Al-Qaeda está formando uma base no Iraque, então teríamos que atuar de forma a proteger o território dos Estados Unidos e nossos interesses no exterior", disse. O senador democrata fez esses comentários durante um debate com sua rival pela candidatura do Partido Democrata, Hillary Clinton, em Cleveland, na terça-feira. "A Al-Qaeda já está no Iraque. É uma declaração notável, dizer que enviaria tropas de volta a um lugar onde a Al-Qaeda já estabeleceu uma base", disse McCain. De Columbus (Ohio), Obama, respondeu que seus comentários tinham sido "hipotéticos", e que sabia que o grupo terrorista realiza atividades no Iraque. "Mas tenho notícias para John McCain: não havia Al-Qaeda no Iraque até que (o presidente) George W. Bush e John McCain decidiram invadir o país", assinalou. "McCain pode dizer que vai perseguir Osama bin Laden até os portões do inferno, mas até agora a única coisa que fez foi seguir a George W. Bush em sua equivocada Guerra do Iraque", criticou.

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