Obama e McCain trocam farpas em discursos sobre economia

Democrata associa falhas da gestão Bush a McCain, enquanto republicano diz que Obama aumentará os impostos

AP e Reuters,

07 de julho de 2008 | 19h22

Os candidatos à Presidência americana John McCain e Barack Obama começaram a semana trocando farpas em discursos sobre economia. Em um pronunciamento realizado em Denver, no Colorado, o republicano McCain priorizou o combate ao desemprego, enquanto o democrata Obama aproveitou para falar sobre a "falta de progresso" na atual gestão da Casa Branca.   Veja também:Candidatos buscam votos em espanholObama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  A crise econômica vivida sob o governo George W. Bush é um desafio para sua campanha de McCain. Ele tenta adotar uma política econômica diferente da atual, mas sem criticar diretamente as medidas do presidente.  Nesta segunda-feira, 7, o republicano reconheceu a queda nos índices de emprego, mas prometeu cortes de impostos, acordos de livre-comércio e novas usinas nucleares para superar a crise. McCain também voltou a falar da questão energética, ressaltando sua proposta para a construção de 45 novas usinas nucleares. Já Obama discursaria em Charlotte, na Carolina do Norte, mas falou em St. Louis, no Missouri, porque uma pane fez seu avião de campanha aterrissar na cidade.  Ele lamentou o fechamento de empresas e fábricas nos EUA e aproveitou para criticar McCain e associá-lo a Bush. "O progresso que fizemos nos anos 90 foi perdido por um governo com uma única filosofia, que é tão velha quanto mal orientada, que não recompensa o trabalho, mas apenas a riqueza", disse.  Orçamento Tentando mostrar seu conhecimento em economia, McCain prometeu balancear o orçamento federal, impondo disciplina em Washington e modernizando os negócios do governo para economizar bilhões de dólares. "Vetarei cada projeto de lei de gastos desnecessários", assegurou o republicano. "A escolha para essa eleição é simples. O senador Obama irá aumentar seus impostos", continuou McCain. Do outro lado, Obama expressou ceticismo na promessa do republicano em balancear o orçamento em quatro anos. "Não é apenas muito ambicioso. Qualquer observador independente que olhar o plano de John McCain dirá que ele aumentará o déficit entre US$ 200 bilhões e US$ 300 bilhões de dólares por ano. Ele não especificou como poderá cortá-lo", defendeu Obama. Convenção democrata A campanha de Obama anunciou nesta segunda que o discurso do candidato, aceitando a indicação do partido durante a convenção nacional, em agosto, será realizado em um estádio de futebol com capacidade para 75 mil pessoas. O evento estava anteriormente marcado para um ginásio com capacidade para 20 mil espectadores.

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