Obama e McCain vêem declaração norte-coreana com cautela

Democrata pede que Congresso revise relatório nuclear; republicano ressalta que diálogo deu 'algum resultado'

Reuters,

26 de junho de 2008 | 19h33

O candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, 26, que questões críticas sobre a declaração nuclear da Coréia do Norte ainda permaneciam sem resposta, e que era crucial que o Congresso a revisasse. O senador por Illinois afirmou em comunicado que as sanções norte-americanas em Pyongyang só deveriam ser suspensas "baseadas no desempenho da Coréia do Norte."   Veja também:   Obama x McCain    Conheça a trajetória dos candidatos   Cobertura completa das eleições nos EUA    Coréia do Norte entrega detalhes sobre programa nuclear   A declaração da Coréia do Norte, que entregou um relatório sobre suas "atividades nucleares, foi um passo à frente, mas outros passos precisam ser dados", disse Obama. "Antes de pressionar pela retirada da Coréia do Norte da lista de países que patrocinam o terrorismo, o Congresso precisa tirar os próximos 45 dias para examinar a adequação da declaração da Coréia do Norte e os procedimentos de verificação", acrescentou.   "As sanções são uma parte crítica de nossa influência para pressionar a Coréia do Norte a agir", concluiu o democrata. Obama recebeu críticas de alguns de seus oponentes por defender conversas diretas com países hostis aos Estados Unidos, incluindo o Irã, que, assim como a Coréia do Norte, está sob sanções do governo americano por seu programa nuclear.   McCain   O republicano John McCain, adversário de Obama nas eleições presidenciais de novembro, também foi cauteloso, embora tenha dito que "obviamente as negociações deram algum resultado até aqui."   "Teremos que dar uma boa olhada para ver como o acordo como um todo está, se continuaremos a levantar as sanções e se as preocupações dos japoneses e sul-coreanos estão sendo atendidas", disse o senador por Arizona a jornalistas em Cincinnati.

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