Obama elogia Hillary e critica McCain em viagem a Flórida

Prestes a conseguir a indicação democrata, senador vai ao Estado que será arduamente disputado em novembro

Associated Press,

21 de maio de 2008 | 18h41

Perto de conseguir a indicação democrata, o senador Barack Obama fez campanha nesta quarta-feira, 21, na Flórida, campo de batalha para as eleições gerais. Um dia depois de conseguir a maioria do apoio dos delegados do partido, Obama excursionou pelo Estado que será arduamente disputado pelos democratas e republicanos no pleito de novembro. Ele fez elogios à sua rival democrata e acusou o virtual candidato republicano John McCain de ter uma campanha dirigida por lobistas.  Veja também:Pesquisa aponta Obama na frente de McCain em disputa nos EUA'É cedo para Obama focar ataques a McCain' Professor da USP analisa primárias democratas Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  A pré-candidata Hillary Clinton também fez campanha na Flórida. A senadora tenta fazer valer o resultado das prévias do Estado, que foram anuladas por terem sido realizadas antes do tempo. A Flórida teve papel decisivo nas eleições de 2000, cujo vencedor foi o presidente republicano George W. Bush.  "A lição que aprendemos em 2000 aqui na Flórida é clara: enquanto todos os votos não forem contados, o desejo das pessoas não foi realizado e nossa democracia é reduzida", declarou Hillary. Apesar de Obama ter vencido a disputa do Oregon facilmente na terça-feira, 20, e figurar como o candidato democrata inevitável à Casa Branca, a ex-primeira dama também conquistou uma vitória arrasadora em Kentucky, outro Estados que realizou primárias nesta terça. Ela prometeu ficar na disputa até a última etapa, no dia 3, apesar de ter indicado que é preciso haver união entre os democratas antes da eleição geral. Nas prévias de terça, Hillary conquistou pelo menos 56 delegados nos dois Estados, enquanto o senador por Illinois obteve ao menos 43, de acordo com a contagem da agência Associated Press. Agora, Obama tem 1.962 delegados e a senadora por Nova York conta com 1.779. "Vocês nos colocaram a um passo da indicação democrata", disse Obama a seus partidários em Iowa, o Estado predominantemente branco que deu início a seu improvável caminho para a vitória em janeiro. Obama também conquistou outro importante apoio popular nesta quarta-feira: da União dos Mineradores da América, o que pode ajudá-lo a conseguir o endosso da classe trabalhadora, que tradicionalmente apóia Hillary. Ele perdeu para a senadora em Kentucky e Virgínia Ocidental, centros da indústria mineradora dos Estados Unidos. Resistência de Hillary A senadora, por sua vez, disse aos seus militantes em Louisville que está "mais determinada do que nunca para ver cada voto contado". "Enquanto nós continuamos neste combate de perto, nós estaremos olho a olho durante a união do partido para eleger um presidente democrata", disse a ex-primeira-dama a seus partidários. Hillary não tem mais chances de alcançar Obama no número de delegados eleitos nas próximas prévias, em Porto Rico, Dakota do Sul e Montana. Ela espera que os resultados da Flórida e Michigan sejam considerados. O comitê democrata se reunirá no dia 31 para decidir o que fazer com a contagem dos delegados dos dois Estados, onde Hillary venceu, mas Obama teve seu nome fora das cédulas de votação em Michigan e nenhum dos candidatos fizeram campanha. De acordo com a última pesquisa do instituto Gallup, divulgada nesta quarta, Obama está com 11 pontos de vantagem sobre Hillary. Em relação a McCain, o senador também abriu vantagem, de oito pontos percentuais, segundo pesquisa da Reuters/Zogby. 

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