Obama encontra líderes-chave em Israel e territórios palestinos

Senador tem agenda cheia nas 36 horas de viagem; em Jerusalém, democrata promete apoio aos israelenses

Agências internacionais,

23 de julho de 2008 | 07h38

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, começou nesta quarta-feira, 23, a cumprir sua agenda de encontros com líderes israelenses e palestinos em seu giro internacional. O senador afirmou, em Jerusalém, que sua visita à região tem como objetivo reafirmar a especial relação entre Israel e os Estados Unidos.   Veja também: Obama defende solução política para o Iraque Campanha de McCain diz que mídia 'ama' Obama Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Estou aqui para reafirmar o meu permanente compromisso com a segurança de Israel e a esperança de que possa servir como parceiro efetivo tanto como senador americano quanto como presidente", disse Obama durante uma reunião com o presidente israelense, Shimon Peres.   Usando um solidéu (pequeno chapéu) judeu na cabeça, Obama se reuniu com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, no hotel onde passou a noite, em um café-da-manhã de trabalho que antecedeu outra reunião com o líder da oposição e ex-primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O dirigente do partido Likud disse que Obama garantiu seu compromisso com a segurança de Israel. Segundo Netanyahu, os dois concordaram com a "importância" de impedir que o Irã se transforme em uma potência nuclear. Após as reuniões, Obama visitou o Museu do Holocausto Yad Vashem em Jerusalém.   "Sempre sou levado de volta à questão central de humanidade que o Holocausto levanta, que, de um lado, mostra a grande capacidade do homem para o mal, mas por outro, mostra nossa capacidade de nos unirmos para parar o mal", disse Obama durante visita ao museu do Holocaust.   Ainda nesta quarta, o candidato democrata e senador por Illinois irá à cidade cisjordaniana de Ramala para se reunir com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e com o primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad, na Muqata (sede do governo), após o qual está prevista uma entrevista coletiva. Ele também deve se encontrar, em Jerusalém, com a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e visitará a cidade israelense de Sderot, próxima à Faixa de Gaza e uma das mais atingidas pelos ataques com foguetes disparados por milícias palestinas.   Obama ainda será o convidado de honra nesta noite em um jantar com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, antes de deixar a região, na manhã da quinta-feira. O chefe do governo israelense deve analisar com Obama as atuais conversas que mantém com os palestinos, assim como o canal de diálogo com a Síria, que Israel espera que tenha mais envolvimento dos EUA, a fim de propiciar as negociações diretas.     Após sua chegada na noite de terça a Israel, o senador americano condenou o ataque cometido horas antes por um palestino em uma rua de Jerusalém nos arredores do hotel onde está hospedado. O incidente acabou com cerca de 20 feridos, entre eles dois com ferimentos graves, assim como a morte a tiros do atacante. "Isso é só uma lembrança de por que temos que trabalhar de forma diligente, urgente e unida para derrotar o terrorismo", disse, concluindo com um "não há desculpas" para esses atos.   Obama, que enfrenta o republicano John McCain nas eleições de novembro, luta para superar desconfianças entre alguns eleitores judeus nos Estados Unidos sobre a intensidade de seu comprometimento com Israel. Mas ele também decepcionou alguns líderes palestinos ao afirmar no mês passado que Jerusalém deveria ser a capital indivisa de Israel. Palestinos querem que o lado oriental de Jerusalém, tomado por Israel em 1967, seja a capital de seu futuro Estado. Obama afirmou posteriormente ter se expressado mal ao fazer o comentário.

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