Obama escolhe secretário para Assuntos dos Veteranos

Presidente eleito dos Estados Unidos deve confirmar general asiático-americano aposentado neste domingo

Agência Estado e Associated Press,

07 de dezembro de 2008 | 07h21

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu o general reformado Eric Shinseki para assumir o Departamento de Assuntos dos Veteranos de Guerra. Obama deve fazer o anúncio em uma nova entrevista coletiva neste domingo, 7, na Califórnia.   Veja também: Obama preenche novo gabinete em tempo recorde   O gabinete do presidente eleito   Shinseki será o primeiro asiático-americano a ocupar o cargo de secretário dos Assuntos dos Veteranos, elevando a crescente diversidade do Gabinete presidencial. Obama disse que selecionou Shinseki para o posto porque ele estava certo "na previsão de que os Estados Unidos iriam precisar de mais tropas no Iraque, ao contrário do que acreditava o Secretário de Defesa, Donald Rumsfeld".   "Acho que o general Shinseki é exatamente a pessoa adequada, que será capaz de nos assegurar que honraremos nossas tropas quando regressarem para casa", acrescentou Obama. Nascido no Havaí, de descendência japonesa, o próximo secretário dos Assuntos dos Veteranos se reformou junho de 2003, dois meses depois da queda de Bagdá.   Investir em estrutura   Obama disse no sábado que planeja implementar o maior investimento em infra-estrutura desde a década de 50, com o objetivo de criar pelo menos 2,5 milhões de empregos e reduzir drasticamente o uso de energia no país. Durante o programa semanal de rádio do Partido Democrata, Obama acrescentou que pretende expandir o acesso à internet de banda larga e modernizar fisicamente as escolas públicas americanas.   "Precisamos de ações - e ações imediatas", declarou, um dia depois de o governo anunciar que a crise econômica tinha cortado 533 mil empregos de trabalhadores americanos em novembro. O presidente eleito afirmou que detalhes de seu plano serão esclarecidos nas próximas semanas, incluindo a rápida modernização de edifícios escolares e a instalação de novos computadores nas salas de aula.   Obama, que toma posse em 20 de janeiro, disse que pretende agir rapidamente para tirar a economia americana da recessão. O índice de desemprego chegou a 6,7% no mês passado e pode superar os 8% no ano que vem.   Depois de duas semanas em que se apressou para nomear sua equipe econômica e enviar ao mercado sinais claros de como pretende agir nos primeiros meses de governo para conter a crise, Obama afirmou ainda no programa de rádio que pretende convencer o Congresso a aprovar medidas de estímulos à economia já em janeiro. Entre essas medidas estaria o plano de ajuda às três maiores companhias do setor automobilístico do país - a General Motors, a Ford e a Chrysler -, que se encontram hoje em situação pré-falimentar.   "Primeiro, devemos lançar um esforço maciço para tornar os edifícios públicos mais eficientes energeticamente. Nosso governo agora paga as contas mais caras do mundo", afirmou Obama. Substituir velhos sistemas de aquecimento e instalar lâmpadas eficientes nos prédios federais economizarão bilhões de dólares, e ainda criará novos empregos, afirmou o presidente eleito. Milhões de novos empregos ainda viriam "do maior esforço de investimento na infra-estrutura do país desde a criação do sistema federal de rodovias na década de 50", disse Obama, sem anunciar os valores desses investimentos.   Eleito em 4 de novembro, em parte como conseqüência do cenário de crise econômica, Obama lembrou que em um ano de recessão a economia já tinha perdido 2 milhões de empregos. "Não há conserto fácil ou rápido para esta crise, que passou muitos anos se formando, e provavelmente vai piorar antes de melhorar", disse ele, numa nota divulgada por sua assessoria, reiterando afirmações de que seus primeiros meses na Casa Branca não serão tranqüilos. "Mas agora é hora de reagir com uma resolução urgente para colocar as pessoas de volta aos seus locais de trabalho e fazer a nossa economia se mexer de novo."

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