Obama fará discurso pelo fim da guerra no Iraque

'Indefinida concentração no Iraque não é boa estratégia para manter os EUA em segurança' diz o democrata

Efe,

15 de julho de 2008 | 13h02

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, reiterará nesta terça-feira, 15, seu compromisso de acabar com a guerra no Iraque, segundo a antecipação do discurso sobre o tema, divulgado por seu comitê eleitoral, no qual critica o compromisso "indefinido" dos Estados Unidos com aquele país.  Veja também:Capa de revista caricaturiza Obama como radical islâmicoObama tem vantagem de apenas 3% sobre McCain, diz pesquisaObama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  "Nossa firme e indefinida concentração no Iraque não é uma boa estratégia para manter os EUA em segurança", destaca Obama no discurso que fará em Washington. O senador por Illinois afirmará que Washington tem se distraído das ameaças mais diretas sobre o país. O candidato democrata acredita que, com estas políticas, os EUA se distanciaram da comunidade internacional ao invés de reforçarem suas alianças. Além disso, Obama se comprometerá nesta terça a acabar com a guerra no Iraque de forma "responsável". Sua estratégia de segurança nacional será "dura, inteligente e com princípios", e reconhecerá que os EUA não têm interesses apenas em Bagdá, mas também em "Kandahar, Karachi, Tóquio, Londres, Pequim e Berlim". "Como deveria ser óbvio para o presidente (dos EUA, George W.) Bush e para o senador (pelo Arizona e candidato republicano à Casa Branca, John) McCain, a frente central desta guerra contra o terrorismo não é e nunca foi o Iraque", explica. "A Al-Qaeda tem uma base cada vez maior no Paquistão, que provavelmente não está mais longe de seu antigo santuário afegão do que de uma viagem de trem entre Washington e Filadélfia", diz. "Se acontecer outro atentado em nosso território, acontecerá na mesma região na qual foram planejados (os ataques) de 11 de Setembro", afirma Obama. Apesar disto, o candidato democrata destaca que os EUA ainda têm cinco vezes mais tropas no Iraque do que no Afeganistão. Seus críticos o acusam de fraquejar sobre seu compromisso de retirar as tropas do Iraque em 16 meses por causa de seu recente comentário de que poderia "refinar" suas políticas sobre o Iraque após consultar os comandantes militares na região. Obama quer manter o prazo de 16 meses para a retirada das tropas do Iraque.

Tudo o que sabemos sobre:
Barack Obamaeleições nos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.