Obama faz campanha na Flórida; McCain investe no Missouri

Candidatos continuam na disputa pelos Estados-chave; apoio de Powell dá novo impulso ao democrata

Agências internacionais,

20 de outubro de 2008 | 15h48

O candidato democrata Barack Obama iniciou uma investida no disputado Estado da Flórida nesta segunda-feira, 20, impulsionado pelo apoio do ex-secretário de Estado Colin Powell. Já o rival de Obama na disputa pela Casa Branca, o republicano John McCain, fazia campanha para garantir o Missouri. O senador pelo Arizona buscava retratar seu rival como despreparado para atuar como comandante-em-chefe.   O apoio do republicano moderado Colin Powell ao democrata foi visto como uma derrota para McCain. Powell ocupou a posição de secretário de Estado durante o governo de George W. Bush. Obama disse em entrevista à emissora NBC nesta segunda-feira que o endosso do ex-secretário era bem-vindo e que ele "terá um papel como um de meus assessores". Sobre um cargo formal no governo, o senador por Illinois disse que é "algo que teríamos que discutir."    Veja também: Powell pode integrar futuro governo democrata, diz Obama Obama consolida liderança nas pesquisas de intenção de voto Com internet, Obama arrasa recorde de arrecadação Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   O democrata disse ainda que Powell seria bem recebido se quisesse participar da campanha. Nas pesquisas, Obama segue na liderença. Ele também conseguiu um excelente desempenho na arrecadação - um recorde de US$ 150 milhões no mês passado.   Outro trunfo de Obama é ele ter avançado em Estados em que os democratas tinham pouca penetração, o que levou McCain a atuar na defensiva, fazendo campanha nas duas semanas finais em locais como o Missouri, tradicionalmente republicano.   Os eleitores demonstram preocupação com a crise do sistema financeiro, que fez "evaporar" bilhões de dólares em economias, muitos dos quais seriam usados para garantir aposentadorias. Além disso, o número de execuções de hipotecas cresceu para níveis recordes, em um cenário no qual muitos observam uma profunda recessão à vista, fatores que favoreceram a campanha democrata.   'Planos socialistas' Foto: AP McCain tentou ganhar alguns votos no domingo atacando, na emissora Fox, o plano de impostos de Obama. "Eu acho que os planos dele são para a redistribuição da riqueza. Esse é um dos princípios do socialismo", atacou o republicano. Para McCain, isso prejudicará os pequenos negócios, que seriam forçados a fechar em meio aos aumentos de impostos. O democrata nega que o problema possa ocorrer, argumentando que apenas os mais ricos terão aumento de impostos - contribuintes com renda anual acima de US$ 250 mil.   No fim de semana, McCain comparou seu concorrente a líderes socialistas da Europa no sábado, dizendo que o democrata quer aumentar os impostos dos ricos para dar dinheiro aos pobres. Sarah Palin, vice republicana, também ecoou a afirmação em seus comícios. "O plano de impostos de Barack Obama converteria a Receita Federal em um grande órgão de Previdência Social, redistribuindo quantias imensas de riqueza sob a direção de políticos de Washington", disse o candidato republicano.   "Pelo menos na Europa, os líderes socialistas que admiram tanto meu adversário são transparentes sobre seus objetivos. Eles usam números reais e linguagem honesta. E deveríamos exigir a mesma sinceridade do senador Obama", continuou McCain.   Powell, além de apoiar Obama, avaliou que Palin não seria uma escolha adequada. "Eu não acho que ela está preparada para ser presidente dos Estados Unidos, o que é a função do vice-presidente", afirmou.   Com apenas duas semanas antes das eleições de 4 de novembro, Obama está na frente de McCain nas pesquisas de opinião em muitas regiões disputadas, que serão cruciais para o resultado do pleito. A pior crise financeira em uma geração ajudou o democrata, cuja conduta calma atraiu alguns eleitores ansiosos com a economia.  

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