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Obama indica Eric Holder para secretaria de Justiça, diz revista

Se confirmado, ex-servidor de Clinton será o primeiro afro-americano a ocupar cargo de Procurador Geral

Da Redação, com agências internacionais,

18 de novembro de 2008 | 18h31

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu Eric Holder para o cargo de Procurador Geral, informa nesta terça-feira, 18, a revista americana Newsweek em sua edição online. Se confirmada a indicação, o advogado de Washington poderá se tornar o primeiro afro-americano à frente da secretaria de Justiça. Holder foi vice-procurador-geral durante o governo de Bill Clinton (1993-2001) e está passando por uma "checagem" cuidadosa antes do anúncio oficial da nomeação, de acordo com a publicação. A agência Associated Press também diz, citando uma fonte próxima à equipe de transição, que a indicação poderá se confirmar.  Holder trabalhou na equipe de Obama que escolheu o candidato a vice-presidente na chapa democrata, Joe Biden, durante a disputa presidencial. Até o momento, somente Rahm Emanuel foi confirmado para Chefe de Gabinete na nova administração. Outra possível indicação esperada para os próximos dias é Hillary Clinton para o Departamento de Estado. Desde que surgiu o rumor na última sexta-feira, nem Obama nem a senadora negaram. Segundo a imprensa americana, o grande obstáculo para a nomeação é decidir se haveria algum tipo de conflito de interesses com as atividades do ex-presidente e marido da senadora, Bill Clinton. Veja também: Aliado de McCain, Lieberman é mantido em cargo no SenadoOrganização planeja posse para 4 milhões de pessoasBush articula permanência de funcionários-chaveO gabinete de Barack ObamaPrincipais desafios de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA O ex-presidente lidera atualmente uma organização que leva seu nome e que se dedica à luta contra a pobreza global, mas que também recolhe grandes doações cuja procedência Clinton se nega a revelar. Por isso, o time de transição de Obama investiga o ex-chefe de Estado para a possível indicação da mulher. A possibilidade foi recebida com elogios por parte, inclusive, de importantes republicanos como o ex-secretário de Estado Henry Kissinger. No entanto, alguns representantes da ala mais esquerdista democrata estão insatisfeitos com a idéia de incorporar à equipe aquela que foi a grande rival do presidente eleito nas primárias. Segundo o editor da revista American Prospect, Robert Kuttner, ao site Politico.com, "sempre existe o risco de que um membro do governo vá por sua conta, e este risco se vê aumentado pelo fato de Hillary ter seu próprio público e sua própria fama, além de chegar vinculada a Bill." O cargo de secretário de Estado não é o único que criou polêmica. O secretário do Tesouro terá na próxima Administração uma importância singular, por causa da gravidade da crise econômica no país. O ex-secretário do Tesouro durante o governo de Clinton Larry Summers era um dos nomes mais cotados para assumir a posição, mas esta candidatura parece ter perdido força nos últimos dias. Para a secretaria da Defesa, uma das possibilidades mais divulgadas é a de que Obama optará por manter em seu posto o atual chefe do Pentágono, Robert Gates, durante um ano, para supervisionar o desenvolvimento dos conflitos no Iraque e no Afeganistão. Perfil Nascido em Nova York e graduado na Universidade de Columbia, Holder, de 57 anos, trabalhou durante muitos anos como promotor federal, um trabalho no qual ganhou reputação de inimigo da corrupção no setor público. Clinton o nomeou advogado do Estado para o distrito de Columbia e, em 1997, se tornou subsecretário de Justiça sob o mandato de Janet Reno à frente do departamento.  Considerado um centrista na maioria dos casos, foi criticado depois que Clinton, nos últimos dias de seu mandato, anistiou o empresário fugitivo Marc Rich por não ter expressado à Casa Branca as objeções de alguns funcionários do Departamento de Justiça em perdoar alguém que tinha fugido do país. O próprio Holder, segundo a Newsweek, expressou reservas na hora de aceitar o posto na Administração Obama por temer que o papel no caso voltasse à luz pública no processo de confirmação no Senado para o cargo.  No entanto, por não haver indícios de que Holder tenha pressionado à favor da polêmica anistia e após revisar as provas do caso, a equipe de Obama e o advogado chegaram à conclusão de que era improvável que o assunto fosse representar um problema para obter a confirmação no Senado, acrescenta a publicação. (Matéria atualizada às 19h30) 

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