Obama irá coibir ação de lobistas em seu governo, diz assessor

Presidente dos EUA eleito quer 'regras éticas' mais rigorosas já vistas, diz chefe de equipe de transição

Agências internacionais,

12 de novembro de 2008 | 08h39

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, irá introduzir regras para restringir o papel de lobistas durante a transição e durante o seu governo, segundo o coordenador de sua equipe de transição, John Podestà. Em uma entrevista à imprensa, Podesta disse que Obama "prometeu mudar a maneira como Washington funciona e conter a influência de lobistas".   Veja também: Obama destaca liderança do Brasil em ligação para Lula Obama deve deixar América Latina em segundo plano Sete em cada dez americanos confiam em Obama Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Segundo a BBC, Podesta disse que Obama irá introduzir "as regras éticas mais rigorosas e mais abrangentes de qualquer outro processo de transição da história" e prometeu a transferência de poder "mais aberta e transparente" já realizada. De acordo com essas regras, Obama não permitirá que lobistas peçam ativamente para trabalhar com a transição e impedirá que quem tenha trabalhado como lobista em uma determinada área nos últimos 12 meses atue nessa mesma área durante a transição. Além disso, quem trabalhar durante o processo de transição e se tornar um lobista depois será proibido de trabalhar para o futuro governo na mesma área nos 12 meses seguintes.   Os lobistas - o termo designa profissionais que representam grupos ou interesses e fazem lobby para tentar influenciar o governo ou outras instâncias de poder - foram duramente criticados durante a campanha eleitoral pelos dois candidatos, sendo acusados de vender favores e influência, estimulando uma cultura de corrupção entre os legisladores.   Segundo sua equipe de transição, Obama quer um governo com diversidade racial, geográfica e de gênero. Serão gastos US$ 12 milhões e 450 pessoas serão empregadas no período. Segundo Podesta, Obama também incluirá republicanos e independentes em seu governo."A excelência será o critério para todas essas pessoas", assinalou o porta-voz. A transição se prolongará até 20 de janeiro, quando Barack Obama assumirá o poder.   Podesta antecipou que no final de semana anunciarão equipes de trabalho que realizarão uma análise exaustiva de centenas de departamentos, agências governamentais e da própria Casa Branca de modo que, quando escolhidos os membros do governo, eles tenham todo material disponível para trabalhar. Ele sugeriu que provavelmente o próprio Obama anunciará pessoalmente as principais nomeações de seu governo, enquanto o chefe de gabinete, Rahm Emanuel, anunciaria os postos menos importantes. "Estamos tentando acelerar o processo, mas faremos os anúncios quando estejamos prontos para fazê-los", frisou.   Quarto das filhas   Enquanto isso, em sua primeira entrevista depois das eleições, o presidente George W. Bush disse à rede CNN que durante a visita à Casa Branca, Obama fez questão de conhecer os quartos que serão ocupados pelas filhas. "Foi interessante vê-lo subir as escadas, e ele queria ver onde suas meninas iriam dormir", disse Bush.   Já o candidato republicano derrotado nas eleições, John McCain, fez piadas sobre a derrota em sua primeira entrevista depois das eleições. alando no programa The Tonight Show da NBC, com Jay Leno, McCain disse que desde então vem "dormindo como um bebê". "Eu durmo duas horas, acordo e choro", acrescentou, repetindo a brincadeira que fez quando perdeu para George W. Bush durante as primárias republicanas em 2000.   O republicano também descartou uma nova disputa pela Presidência. "Eu acho que não, meu amigo. Foi uma ótima experiência e nós teremos uma nova geração de líderes", afirmou. Ele também afirmou que a candidata a vice Sarah Palin havia inspirado as pessoas e disse acreditar que ela "terá um grande papel no futuro do país".

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