Obama irá melhorar relação com a América Latina, diz Albright

Candidato democrata buscará trabalho coordernado através da OEA, afirma ex-secretária de Estado dos EUA

Associated Press,

28 de agosto de 2008 | 17h37

A ex-secretária de Estado americana Madeline Albright disse nesta quinta-feira, 28, que o candidato democrata à Casa Branca Barack Obama irá melhorar as relações políticas e econômicas dos Estados Unidos com a América Latina se vencer as eleições de novembro, sem descuidar da imigração.   Veja também: Obama aceitará nomeação nesta quinta Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    Albright, que foi a primeira mulher que chegou ao cargo de secretária de Estado nos EUA durante o governo de Bill Clinton, alertou que devido a suscetibilidade da região, Obama teria que andar com cuidado. "Se ele prestar muita atenção, pode-se pensar que é uma intervenção. Se prestar pouca, poderão dizer que ele está ignorando."   Atualmente, Albright é membro da equipe que está delineando a política externa de Obama, e poderá integrar a equipe do democrata na Casa Branca. Ela falou sobre a América Latina em Denver, como parte de suas atividades na Convenção Nacional Democrata.   Segundo a ex-secretária de Estado, os presidentes democratas foram responsáveis pelas melhores relações de Washington com o continente, e entre os governos mais recentes mencionou o de John F. Kennedy e Bill Clinton, que buscaram o "desenvolvimento econômico e social" da região.   "Acredito que é essencial manter relações bilaterais com cada um dos países latino-americanos", acrescentou Albright. Natural da Checoslováquia, ela não criticou as políticas do atual presidente americano, George W. Bush, de fortalecer as relações através de acordos comerciais, o que também é defendido pelo candidato republicano à Casa Branca, John McCain.   De acordo com Albright, a nova estratégia que Obama deve assumir pretende reforçar um trabalho "mais coordenado" através da Organização dos Estados Americanos (OEA) e "melhores relações econômicas, com vários contatos políticos."   "Creio que o que passa atualmente na América Latina indica que a democracia não tomou forma. Pode-se entender assim como surgiu Hugo Chávez, um autoritário populista e demagogo", comentou.

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