Obama lamenta morte de negro por policial

Estudante Michael Brown foi baleado por um policial no sábado em Ferguson, no Missouri; caso teve grande repercussão no país

Reuters e EFE

13 de agosto de 2014 | 02h00

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, qualificou ontem de "desoladora" a morte do estudante negro Michael Brown, de 18 anos, baleado por um policial no sábado em Ferguson, em Missouri. Num comunicado, disse que destinaria "todos os recursos necessários" para a investigação aberta sobre o caso pelo secretário de Justiça, Eric Holder, na segunda-feira.

"Devemos nos confortar e falar uns com os outros de uma maneira que cure, não do jeito que machuca", declarou o presidente americano, em referência aos protestos desencadeados após o episódio que se tornaram violentos.

Em julho do ano passado, ao comentar o caso de um outro jovem negro morto, Trayvon Martin, Obama disse: "Eu podia ter sido ele há 35 anos". Martin, de 17 anos, foi morto pelo vigilante voluntário George Zimmerman, em fevereiro de 2012, na Flórida. Assim como Brown, ele não portava nenhuma arma e o caso teve grande repercussão no país.

A bancada representante da comunidade negra no Congresso fez um pedido formal ontem ao Departamento de Justiça para que investigue a ação policial em Ferguson.

Michael Brown, pai do estudante que tinha o mesmo nome, fez um apelo por paz, depois que a polícia enfrentou manifestantes na noite de segunda-feira com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

O Departamento de Polícia de Ferguson alega que o policial e o estudante entraram em luta corporal e Brown tentou tomar a arma do agente. Uma testemunha afirmou, porém, que o policial disparou contra o estudante quando ele se recusou a obedecer a uma ordem para que andasse na calçada.

O nome do agente seria divulgado ontem, mas a polícia desistiu de fazê-lo alegando questão de segurança em razão de várias ameaças nas redes sociais. A decisão causou mais revolta e vários manifestantes reuniram-se na porta da promotoria do Condado de Saint Louis, ao qual pertence Ferguson, gritando palavras de ordem como "não atire".

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