Obama levaria os EUA para crise como em 1929, diz McCain

Candidato republicano à Casa Branca afirma que democrata arrastaria o país para depressão econômica

Efe,

28 de julho de 2008 | 18h08

O comitê de campanha do candidato republicano à Casa Branca John McCain afirmou nesta segunda-feira, 28, que se o democrata Barack Obama se tornar o presidente dos Estados Unidos, ele arrastará o país para uma depressão econômica similar à que aconteceu em 1929. As acusações coincidem com uma reunião nesta segunda em Washington entre Obama e especialistas, como o magnata Warren Buffett, para analisar a atual situação da economia americana.   Veja também: Obama abre 9 pontos de vantagem Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Os detalhes do encontro ainda não foram divulgados, mas o comitê de campanha de McCain se apressou a diminuir a importância da iniciativa ao comentar os potenciais riscos de uma Presidência de Obama.   "Caso haja um aumento dos impostos e uma restrição do livre-comércio por meio de políticas isolacionistas quando a economia desacelera, as tempestades econômicas pioram", declarou nesta segunda em entrevista coletiva telefônica Carly Fiorina, ex-presidente da Hewlett-Packard e uma das principais assessoras econômicas de McCain.   "E esta é justamente a proposta de Obama", declarou Fiorina, que afirmou que acredita que o senador democrata continuará pedindo a opinião dos especialistas, pois "seu conhecimento de economia deixa muito a desejar".   O comitê de campanha de Obama afirmou em comunicado que o encontro desta segunda abordará formas de restaurar o equilíbrio econômico de modo que se recompense o espírito empresarial e o trabalho duro.   Trata-se, segundo o comunicado, de uma reunião para debater como enfrentar os atuais desafios e também "como construir uma economia para o século 21 na qual o maior número de americanos desfrute de uma prosperidade compartilhada."   Obama propôs diminuir os impostos da classe média e aumentar a carga fiscal para os setores mais ricos da sociedade. O comitê de campanha do senador ridicularizou McCain por reconhecer em dezembro passado que sabe mais de segurança nacional do que de economia.

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