Obama minimiza importância de charge da New Yorker

Em entrevista à CNN, democrata afirma que há problemas muito mais sérios que preocupam os americanos

Efe,

16 de julho de 2008 | 03h58

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, minimizou nesta terça-feira, 15, importância de uma charge que o mostra como muçulmano e retrata sua esposa, Michelle, como uma guerrilheira armada com uma metralhadora. "Trata-se de uma charge, e é por isso que temos a Primeira Emenda da Constituição (que protege a liberdade de expressão)", disse. Veja também:Caricatura de Obama como terrorista agita campanha Em entrevista ao programa Larry King Live, da CNN, Obama afirmou que atualmente há problemas muito mais sérios que preocupam os americanos. Entre eles, citou a crise no sistema bancário e no sistema imobiliário, o terrorismo e os conflitos no Iraque e no Afeganistão. A charge, publicada na capa da revista New Yorker no último fim de semana, retrata o candidato democrata e sua esposa em uma sala (provavelmente da Casa Branca) em que há um quadro de Osama bin Laden na parede e uma bandeira dos Estados Unidos em chamas na lareira. "Os autores da charge talvez estimulem alguns conceitos equivocados, mas essa foi sua decisão editorial", disse Obama. A charge foi criticada tanto pelo Partido Democrata como pelo Republicano, e os dirigentes das campanhas de Obama e de seu rival, John McCain, afirmaram que sua publicação foi ofensiva. A New Yorker justificou a publicação da charge dizendo que ela tinha como objetivo satirizar os conceitos errôneos que os eleitores têm sobre Obama.

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