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Obama mostrou que é possível mobilizar os jovens, diz escritor

William Poundstone publicou neste ano Gaming the Vote, uma análise do sistema eleitoral dos Estados Unidos

Carlos Orsi, do estadao.com.br,

05 de novembro de 2008 | 16h31

A campanha eleitoral vitoriosa de Barack Obama  mostrou que é possível mobilizar politicamente a geração "do telefone celular, sem fio, da mensagem instantânea", diz o escritor americano William Poundstone. Autor de uma biografia do astrônomo Carl Sagan e duas vezes finalista do Prêmio Pulitzer com livros de não-ficção, Poundstone recentemente publicou Gaming the Vote ("Jogando com o Voto"), uma análise do sistema eleitoral americano. "Só por ter feito isso, eles (os democratas) alertaram todas as campanhas do futuro de que esses eleitores estão aí e são acessíveis".  Veja também:Vídeo mostra as festas em Kisumu, no Quênia Veja as imagens da festa por Obama no mundo Assista ao discurso e leia a íntegraEstadao.com.br na terra dos ObamasDiário de bordo da viagem ao Quênia Triunfo de Obama ajudará a superar barreiras raciais, diz RiceCobertura completa das eleições nos EUA "Mas é claro que também há algo de único na eleição do primeiro presidente afro-americano", ressalva Poundstone. "Não dá para contar com o mesmo tipo de entusiasmo dos negros na próxima eleição, mesmo se um dos candidatos for negro. Talvez a próxima onda de entusiasmo venha da eleição da primeira mulher" para presidente, opina, ao comentar o fato de que o comparecimento dos eleitores às urnas foi recorde nesta eleição. Nos EUA, o voto é facultativo. O pleito que elegeu Obama o primeiro presidente negro da história americana também foi marcado por um encolhimento do Partido Republicano, do presidente George W. Bush. Além de perder votos entre os brancos e hispânicos, o partido viu a maioria democrata crescer no Congresso. E eleitores entrevistados na saída dos locais de votação declararam-se 40% democratas e apenas 31% republicanos. Na eleição de 2004, as taxas eram praticamente iguais. "Desconfio que qualquer resposta que eu dê agora sobre o futuro do Partido Republicano soará ridícula dentro de quatro ou oito anos", diz Poundstone. "Não consigo parar de pensar em como Karl Rove ( o principal assessor político do presidente Bush) dizia que tinha criado uma 'maioria republicana permanente'". A história, diz ele, sugere que "provavelmente os republicanos vão dar um jeito de voltar ou, o que é muito, muito menos provável, vão desaparecer como o Partido Conservador desapareceu e serão rapidamente substituídos por uma outra força capaz de desafiar os democratas". Um dos temas principais de Gaming the Vote é o que Poundstone chama de "efeito estraga-prazeres", o candidato que, mesmo sem chances de vitória, prejudica um dos contendores principais e acaba permitindo a vitória de um nome que, na verdade, é desaprovado pela maior parte do eleitorado.  "Estou escrevendo um prefácio para a nova edição do livro, com os 'estraga-prazeres' de 2008", diz. "Parece que, na corrida presidencial, o candidato do Partido Libertário, Bob Barr, levou os Estados de Indiana e Carolina do Norte de McCain para Obama". Poundstone reconhece, no entanto, que o efeito não foi decisivo. "Obama teria vencido, mesmo sem esses Estados".

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