Obama muda de idéia e pede pleno voto para Michigan e Flórida

Estados foram punidos por antecipar primárias; democrata diz que contagem pode unificar o partido

Efe,

04 de agosto de 2008 | 09h15

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, pediu no domingo, 3, para que o partido que dê pleno poder de voto aos delegados de Flórida e Michigan durante a convenção que será realizada no final de agosto em Denver, no Estado do Colorado. O assunto foi alvo de uma grande discussão durante as primárias, em que Obama e a senadora pelo Estado de Nova York, Hillary Clinton competiram pela candidatura.   Veja também: Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Tanto Flórida como Michigan anteciparam as eleições primárias sem permissão do partido e foram penalizados inicialmente perdendo o direito de votar na convenção de agosto. Hillary venceu as primárias nos dois Estados, embora nem ela nem Obama tenham feito campanha nesses locais e o senador nem sequer tenha incluído seu nome nas cédulas de Michigan.   O Partido Democrata reconsiderou sua decisão em maio devido, fundamentalmente, à pressão de Hillary e seus seguidores e determinou que todos os delegados de Flórida e Michigan poderiam ir à convenção, mas teriam direito a apenas meio voto cada. Obama pediu em carta enviada a um comitê do partido, que se reúne em 24 de agosto, que dê um passo além em prol da unidade democrata.   "Acho que a unidade do partido pede que os delegados de Flórida e Michigan sejam capazes de participar plenamente junto com o resto dos delegados dos outros estados e territórios", diz o senador.   Empate   Os ataques da campanha do candidato republicano, John McCain, contra seu adversário, Barack Obama, parecem ter dado resultados positivos para o republicano, que neste fim de semana apareceu empatado com o democrata segundo uma pesquisa do centro Gallup. O senador democrata, que estava à frente de McCain por nove pontos percentuais em 26 de julho, agora aparece empatado na última pesquisa do instituto, em que cada um dos dois candidatos tem 44% do apoio popular.   O republicano começou a atacar o seu oponente democrata no final do mês de julho durante a viagem de Obama a Oriente Médio e Europa, que incluiu visitas ao Iraque e ao Afeganistão. Começaram uma série de anúncios para televisão e internet atacando Obama. Em um deles, o democrata é comparado a celebridades como Paris Hilton e Britney Spears e tem sua capacidade de liderança questionada.   Essa campanha, aliada a outras como a que Obama é comparado a Deus, foi alvo de polêmica e atraiu grande atenção midiática, o que pode ter contribuído para a queda do democrata na enquete do Gallup.

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